
Oração
Oração de Santa Rita de Cássia, a santa das causas impossíveis
A oração a Santa Rita de Cássia completa, a vida da santa das causas impossíveis e uma palavra clara para quem sofre violência em casa
A oração de Santa Rita mais rezada no Brasil começa assim: “Ó Poderosa e gloriosa Santa Rita, eis a vossos pés uma alma desamparada que, necessitando de auxílio, a vós recorre com a doce esperança de ser atendida”. Ela pede que Santa Rita de Cássia (c. 1381–1457), invocada como a santa das causas impossíveis, apresente o nosso pedido a Jesus. No AngelGuard você encontra o texto completo, como a Canção Nova o publica na novena, a vida da santa e o sentido de cada frase.
Ó Poderosa e gloriosa Santa Rita, eis a vossos pés
uma alma desamparada que, necessitando de auxílio,
a vós recorre com a doce esperança de ser atendida
por vós, que tem o título de santa dos casos
impossíveis e desesperados.
Ó cara santa, interessai-vos pela minha causa,
intercedei junto a Deus para que me conceda
a graça de que tanto necessito
(faça o pedido).
Não permitais que eu tenha de me afastar
de vossos pés sem ser atendido.
Se houver em mim algum obstáculo
que me impeça de alcançar a graça que imploro,
auxiliai-me para que o afaste.
Envolvei o meu pedido em vossos preciosos méritos
e apresentai-o a vosso celeste Esposo, Jesus,
em união com a vossa prece.
Ó Santa Rita, eu ponho em vós toda a minha confiança.
Por vosso intermédio,
espero tranquilamente a graça que vos peço.
Reze um Pai Nosso, Ave-Maria e um Glória ao Pai!
Santa Rita, Advogada dos Impossíveis, rogai por nós!
Oração da novena a Santa Rita de Cássia como a publica a Formação Canção Nova; oração devocional tradicional.
Aprofundar
A oração a Santa Rita, frase por frase
2 min de leituraA oração no alto desta página é a que a Formação Canção Nova propõe para todos os dias da novena a Santa Rita de Cássia.
A oração no alto desta página é a que a Formação Canção Nova propõe para todos os dias da novena a Santa Rita de Cássia. Ela é dirigida à santa, mas tudo nela aponta para Deus: Santa Rita intercede, Deus concede. É o que o Catecismo da Igreja Católica (CIC) ensina sobre os santos: unidos a Cristo, eles não deixam de interceder por nós junto do Pai, apresentando os méritos que alcançaram na terra por meio do único Mediador, Jesus Cristo (CIC 956).
“Eis a vossos pés uma alma desamparada.” A oração começa pela verdade: quem reza está sem chão. Não precisa fingir força.
“Intercedei junto a Deus para que me conceda a graça.” O pedido é feito a Deus; Santa Rita é advogada, não juíza. Podemos e devemos pedir aos santos que intercedam por nós (CIC 2683).
“Se houver em mim algum obstáculo que me impeça de alcançar a graça que imploro, auxiliai-me para que o afaste.” É a frase mais madura da oração. Antes de pedir que Deus mude as coisas, pede-se ajuda para mudar o que, em nós, atrapalha: um rancor, um pecado, uma teimosia. Santa Rita, que perdoou os assassinos do marido, conhece bem esse caminho.
“Envolvei o meu pedido em vossos preciosos méritos e apresentai-o a vosso celeste Esposo, Jesus.” Uma imagem bonita: a santa embrulha o nosso pedido pobre na sua própria oração e o leva a Jesus. “Esposo” lembra que Rita, depois de viúva, consagrou a vida a Deus como religiosa.
“Por vosso intermédio, espero tranquilamente a graça que vos peço.” A oração termina em paz, não em ansiedade. Esperar “tranquilamente” é confiar que Deus ouve o pedido e responde do jeito que for melhor, mesmo quando a resposta é diferente da imaginada.
E a outra oração, “Ó poderosa Santa Rita de Cássia, chamada Santa dos Impossíveis”? Também é tradicional e muito rezada, e a Canção Nova a publica. Ela termina dizendo que a prece “será aceita e atendida certamente”. Essa certeza é a linguagem da confiança, e não uma garantia de resultado: o Catecismo lembra que Deus às vezes demora porque quer nos dar mais do que pedimos (CIC 2737).
Quem foi Santa Rita de Cássia
2 min de leituraRita nasceu em Roccaporena, um povoado perto de Cássia, na região da Úmbria, na Itália, por volta de 1381 (algumas fontes dizem 1371).
Rita nasceu em Roccaporena, um povoado perto de Cássia, na região da Úmbria, na Itália, por volta de 1381 (algumas fontes dizem 1371). O nome de batismo era Margarida; Rita é o apelido. Os pais, gente simples, eram conhecidos na região como pacificadores. Desde menina ela desejava a vida religiosa, mas, como era costume da época, casou-se muito jovem, num casamento arranjado, com Paulo Mancini. Tiveram dois filhos, Giangiacomo e Paulo Maria.
A região vivia dividida por brigas de famílias e facções, e o marido de Rita estava envolvido nelas. Ele foi assassinado. Rita perdoou os assassinos e, segundo a tradição, escondeu a camisa ensanguentada do pai para que os filhos não crescessem com sede de vingança. Pouco depois, os dois filhos morreram de doença. Viúva e sem filhos, Rita trabalhou para reconciliar a família do marido com a família dos assassinos e, por volta dos 36 anos, conseguiu entrar no mosteiro agostiniano de Santa Maria Madalena, em Cássia, que antes a havia recusado.
No mosteiro, viveu cerca de quarenta anos de oração, penitência e serviço aos pobres e doentes da cidade. Por volta de 1432, rezando diante do crucifixo, recebeu na testa uma ferida, como se um espinho da coroa de Cristo a tivesse tocado, e a levou até a morte. Morreu em 22 de maio de 1457 (algumas fontes dizem 1447). O seu corpo nunca foi sepultado: é venerado até hoje na basílica de Cássia.
Quase tudo o que se conta da sua vida vem da tradição oral recolhida na primeira biografia, escrita pelo agostiniano Agostino Cavallucci e publicada em 1610, mais de um século e meio depois da sua morte. Por isso vários detalhes aparecem com pequenas diferenças de uma fonte para outra. O Papa Urbano VIII aprovou o seu culto no século XVII, e o Papa Leão XIII a canonizou em 24 de maio de 1900. A sua memória é celebrada em 22 de maio.
O casamento de Santa Rita e a violência em casa
2 min de leituraMuitas narrativas da vida de Santa Rita, como a meditação da novena publicada pela Canção Nova, contam que o marido tinha um temperamento difícil e violento e que ela suportou maus-tratos durante anos, rezando pela conversão dele.
Muitas narrativas da vida de Santa Rita, como a meditação da novena publicada pela Canção Nova, contam que o marido tinha um temperamento difícil e violento e que ela suportou maus-tratos durante anos, rezando pela conversão dele. Outras, como a do Vatican News, falam sobretudo das brigas políticas em que ele estava envolvido. As fontes são tardias e não permitem saber com exatidão o que ela viveu dentro de casa.
Uma coisa, porém, precisa ser dita com toda a clareza: a santidade de Rita não está em ter aguentado violência, e ninguém é chamado a imitá-la nisso. A Igreja não pede a nenhuma mulher, nem a nenhum homem, que continue em perigo dentro de casa em nome da fé ou do casamento. O Papa Francisco escreveu que a violência verbal, física e sexual contra as mulheres no casal “contradiz a própria natureza da união conjugal” (Amoris Laetitia, 54). E lembrou que “há casos em que a separação é inevitável”, e que ela pode ser até moralmente necessária para defender o cônjuge mais frágil ou os filhos pequenos da violência e da humilhação (Amoris Laetitia, 241). O Catecismo também admite a separação dos esposos quando a vida em comum se torna praticamente impossível (CIC 1649, 2383).
Perdoar, como Rita perdoou, não significa ficar ao alcance de quem machuca. O perdão acontece no coração, com o tempo e com a graça de Deus; a proteção precisa acontecer agora. Rezar a Santa Rita por um casamento ferido é bom, mas a oração não substitui a ajuda concreta de pessoas que podem proteger você.
Se você vive violência dentro de casa, seja física, sexual, psicológica ou financeira, ou tem medo de alguém com quem mora, você não está sozinha nem sozinho, e não é culpa sua: peça ajuda agora, mesmo que seja só para conversar.
Por que Santa Rita é a santa das causas impossíveis
1 min de leituraSanta Rita é invocada como advogada das causas impossíveis e desesperadas, e a sua própria vida explica o título.
Santa Rita é invocada como advogada das causas impossíveis e desesperadas, e a sua própria vida explica o título. Ela viu acontecer o que parecia impossível: a paz entre famílias inimigas, a entrada no mosteiro que a tinha recusado, o perdão no lugar da vingança. Nenhuma dessas coisas veio de mágica; vieram da oração perseverante e de um coração que não se deixou endurecer.
A Bíblia chama isso de fé. Quando o anjo anuncia a Maria o nascimento de Jesus, ele diz: “a Deus nada é impossível” (Lc 1,37, na tradução do Padre Figueiredo). E São Paulo escreve: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm 12,21). É o resumo da vida de Rita.
Pedir a Santa Rita uma causa impossível não é apostar num milagre garantido. Nenhuma oração obriga Deus, e atribuir a eficácia às palavras, independentemente do coração, seria superstição (CIC 2111). É confiar a Deus, pela intercessão de uma mulher que conheceu a dor por dentro, aquilo que já não está nas nossas mãos. Às vezes o impossível muda; às vezes muda quem reza, e é Deus que dá força para atravessar o que não passa.
A rosa, o espinho e a videira
1 min de leituraTrês imagens acompanham Santa Rita.
Três imagens acompanham Santa Rita. A primeira é o espinho: a ferida na testa que ela recebeu rezando diante do crucifixo, sinal da sua união com a paixão de Cristo. As imagens da santa quase sempre a mostram com ele.
A segunda é a rosa. Conta-se que, no inverno antes de morrer, já doente, Rita pediu a uma prima que lhe trouxesse uma rosa e dois figos do jardim da casa em Roccaporena. Era janeiro, e a prima achou que fosse delírio da doença, mas encontrou no jardim a rosa florida e os figos. Para Rita, eram sinais da bondade de Deus. Por isso, no dia 22 de maio, muitas igrejas e santuários de Santa Rita abençoam rosas na Missa e as entregam aos fiéis.
A terceira é a videira. Segundo a tradição, no noviciado, para provar a sua humildade, a abadessa mandou Rita regar todos os dias um galho seco; ela obedeceu, e o galho voltou a dar fruto. No claustro do mosteiro de Cássia ainda hoje se mostra uma videira no lugar. São imagens simples de uma verdade grande: Deus faz florescer o que parecia morto.
Como rezar a oração e a novena de Santa Rita
2 min de leituraVocê pode rezar a oração de Santa Rita em qualquer dia.
Você pode rezar a oração de Santa Rita em qualquer dia. Faça o sinal da cruz, reze a oração devagar e, no lugar indicado, apresente o seu pedido com palavras simples. Depois reze um Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória, como pede a própria oração, e termine com a invocação “Santa Rita, Advogada dos Impossíveis, rogai por nós!”.
Muitas paróquias rezam a novena de 13 a 21 de maio, para chegar à festa em 22 de maio, mas ela pode ser rezada em qualquer época, nove dias seguidos. Não há número mágico: a novena ensina a perseverar, como a viúva da parábola que não desistia de pedir justiça (Lc 18,1-8). Se o seu pedido envolve alguém que feriu você, peça também, no tempo de Deus, a graça de perdoar, que foi o grande milagre da vida de Rita; perdoar não é ficar ao alcance de quem machuca, e a sua segurança vem primeiro. Você pode terminar com esta oração, dirigida a Deus:
Deus de misericórdia, que destes a Santa Rita a força de perdoar e de esperar contra toda esperança, olhai para a causa que hoje coloco diante de vós. Pela intercessão dela, dai-me paz no coração, coragem para buscar ajuda quando preciso e confiança na vossa vontade. Tirai de mim o que me impede de receber a vossa graça e fazei florescer o que parece perdido. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
Perguntas
Qual é a oração de Santa Rita para causas impossíveis?
A mais rezada começa assim: “Ó Poderosa e gloriosa Santa Rita, eis a vossos pés uma alma desamparada que, necessitando de auxílio, a vós recorre com a doce esperança de ser atendida”. Depois vem o pedido, e ela termina com um Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória. O texto completo está no alto desta página.
Santa Rita é santa de quê?
É invocada como a santa das causas impossíveis e desesperadas, e também como protetora das famílias, das esposas, das mães e das viúvas, por causa da sua própria história de esposa, mãe e viúva.
Quando é o dia de Santa Rita de Cássia?
Em 22 de maio, dia da sua morte. A novena costuma ser rezada de 13 a 21 de maio, e em muitas igrejas se abençoam rosas no dia da festa.
Como rezar a novena de Santa Rita?
Durante nove dias seguidos, reze a oração a Santa Rita, faça o seu pedido e reze um Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória. Muitas paróquias a rezam de 13 a 21 de maio, mas ela pode ser rezada em qualquer época do ano.
Santa Rita sofreu violência do marido?
Muitas narrativas dizem que o marido era violento e que ela sofreu maus-tratos, mas as fontes são tardias. De qualquer forma, a santidade dela não está em ter aguentado violência, e a Igreja não pede a ninguém que continue em perigo dentro de casa (Amoris Laetitia, 241). Se você vive violência em casa, procure ajuda agora: o capítulo “O casamento de Santa Rita e a violência em casa” traz os contatos.





