Oração de perdão

Oração

Oração de perdão: para pedir perdão a Deus e para perdoar quem nos feriu

Uma oração de perdão para pedir perdão a Deus e a graça de perdoar os outros, com o Pai Nosso, a Confissão, o que a Bíblia ensina e o que perdoar não significa

Uma oração de perdão pede duas coisas a Deus: o perdão dos nossos pecados e a graça de perdoar quem nos feriu, como no Pai Nosso: “perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”. Uma forma curta é: “Pai de misericórdia, perdoai-me pelo mal que fiz e dai-me a graça de perdoar como vós me perdoais. Tirai de mim o rancor e curai a lembrança que ainda dói. Amém.” No AngelGuard você encontra a oração completa, orações para pedir perdão a Deus e para perdoar alguém, e o que a Igreja ensina sobre a Confissão.

Pai de misericórdia,

eu venho a vós como o filho que volta para casa.

Pequei contra o céu e diante de vós,

em pensamentos e palavras, atos e omissões.

Pela paixão do vosso Filho Jesus, perdoai-me

e lavai o meu coração.

Vós conheceis também as feridas que outros me fizeram.

Com as minhas forças eu não consigo perdoar:

dai-me a graça de perdoar como vós me perdoais.

Tirai de mim o rancor e o desejo de vingança,

curai a lembrança que ainda dói

e transformai a minha mágoa em oração por quem me feriu.

Dai-me coragem para pedir perdão a quem eu ofendi

e para procurar a Confissão.

Ensinai-me a perdoar de verdade,

sem deixar de me proteger do mal.

Maria, mãe de misericórdia, rogai por mim.

Amém.

Texto AngelGuard; uma súplica a Deus Pai pelo perdão dos pecados e pela graça de perdoar.

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Oração para pedir perdão a Deus

2 min de leituraPedir perdão a Deus não é humilhação: é voltar para casa.

Pedir perdão a Deus não é humilhação: é voltar para casa. Jesus contou a história do filho que gastou tudo, caiu em si e decidiu voltar, ensaiando no caminho o que diria ao pai: “Pai, pequei contra o céu, e diante de ti” (Lc 15,18). O pai não esperou o discurso: “quando ele ainda vinha longe, viu-o seu pai, que ficou movido de compaixão” e correu para abraçá-lo (Lc 15,20). As passagens desta página estão na tradução do Padre Figueiredo.

A Bíblia não deixa dúvida sobre o que Deus faz com quem se arrepende: “se nós confessarmos os nossos pecados: ele é fiel, e justo, para nos perdoar esses nossos pecados, e para nos purificar de toda a iniquidade” (1Jo 1,9). E o salmista mede esse perdão pelo tamanho do mundo: “Quanto dista o Oriente do Ocidente: tanto ele tem apartado de nós as nossas maldades” (Sl 102,12; Salmo 103 nas Bíblias atuais).

Para pedir perdão não são precisas palavras bonitas. O publicano do Evangelho, no fundo do Templo, só dizia: “Meu Deus, sê propício a mim pecador” (Lc 18,13). Esta oração curta pode ser rezada a qualquer hora, logo depois de cair:

Senhor Jesus, eu errei, e sei que errei.

Não vou me esconder nem me justificar.

Vós conheceis o meu pecado melhor do que eu,

e mesmo assim continuais a me amar.

Tende piedade de mim, pecador.

Lavai-me, recomeçai comigo

e não deixeis que a vergonha me afaste de vós.

Amém.

O Catecismo lembra que “não há nenhuma falta, por mais grave que seja, que a santa Igreja não possa perdoar”, para quem se arrepende de verdade (CIC 982). Se você acha que o seu pecado é grande demais, é justamente por ele que Jesus veio.

O perdão de Deus na Confissão

1 min de leitura“Só Deus perdoa os pecados”, ensina o Catecismo, e Jesus, porque é Filho de Deus, exerceu esse poder e o confiou aos homens, para que o exerçam em seu nome (CIC 1441).

“Só Deus perdoa os pecados”, ensina o Catecismo, e Jesus, porque é Filho de Deus, exerceu esse poder e o confiou aos homens, para que o exerçam em seu nome (CIC 1441). É o sacramento da Penitência, a Confissão.

Para os pecados do dia a dia, os pecados veniais, o arrependimento sincero que nasce do amor a Deus já os perdoa (CIC 1452), e a Igreja recomenda vivamente também confessá-los, porque a confissão frequente ajuda a formar a consciência e a se deixar curar por Cristo (CIC 1458). Para os pecados graves, o caminho que Cristo deixou é a Confissão: quem tem consciência de um pecado grave faz um ato de contrição e procura o padre assim que puder.

O fruto da Confissão não é só “ficar quite”. Quem a recebe com coração arrependido encontra “a paz e a tranquilidade da consciência”, com uma grande consolação espiritual (CIC 1468). Muita gente sai do confessionário mais leve do que entrou.

Na Confissão, depois de contar os pecados, reza-se o ato de contrição. Você encontra o texto completo, a forma pequena da catequese e o passo a passo na página do ato de contrição.

Oração para perdoar alguém que me magoou

2 min de leituraA parte mais difícil da oração de perdão é a segunda: perdoar os outros.

A parte mais difícil da oração de perdão é a segunda: perdoar os outros. Jesus a colocou no centro da oração que ele mesmo ensinou. No Pai Nosso que rezamos no Brasil, pedimos: “perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido” (texto publicado pela CNBB; veja a oração completa na página do Pai Nosso). No Evangelho de Mateus, logo depois da oração, Jesus volta ao assunto: “Porque se vós perdoardes aos homens as ofensas que tendes deles: também vosso Pai celestial vos perdoará os vossos pecados” (Mt 6,14).

Pedro quis saber o limite: “Senhor, quantas vezes poderá pecar meu irmão contra mim, que eu lhe perdoe? será até sete vezes?” E Jesus respondeu: “Não te digo que até sete vezes: mas que até setenta vezes sete vezes” (Mt 18,21-22). Ou seja: sem limite.

O Catecismo é realista. Diz que o perdão aos outros abre o coração para a misericórdia de Deus (CIC 2840) e reconhece que isso é impossível só com as nossas forças: é o Espírito Santo que torna o perdão possível (CIC 2841-2842). E acrescenta uma frase que consola muita gente: “Não está no nosso poder deixar de sentir e esquecer a ofensa; mas o coração que se entrega ao Espírito Santo muda a ferida em compaixão e purifica a memória, transformando a ofensa em intercessão” (CIC 2843).

Perdoar, portanto, não é sentir que está tudo bem. É uma decisão, renovada quantas vezes a lembrança voltar, de não devolver o mal e de entregar a Deus a justiça. Esta oração ajuda nesse caminho:

Senhor, vós sabeis o que (diga o nome) me fez

e sabeis quanto isso ainda dói.

Eu não consigo esquecer, e vós não me pedis que eu finja.

Mas hoje eu decido não guardar rancor.

Eu entrego a vós a minha raiva e o meu desejo de revide;

a justiça é vossa, não minha.

Abençoai essa pessoa e mudai o coração dela,

e mudai também o meu.

Pai, perdoai-lhe, e ensinai-me a perdoar.

Amém.

O modelo é Jesus na cruz, rezando pelos que o crucificavam: “Pai, perdoa-lhes: porque não sabem o que fazem” (Lc 23,34). Se hoje você só consegue dizer “Senhor, eu quero perdoar, mas ainda não consigo”, isso já é o começo. Reze esta oração todos os dias, com o nome da pessoa, e deixe Deus trabalhar no tempo dele.

Perdoar não é esquecer, nem aceitar a violência

2 min de leituraAlgumas pessoas acham que perdoar significa fingir que nada aconteceu, voltar a conviver como antes ou aceitar tudo calado.

Algumas pessoas acham que perdoar significa fingir que nada aconteceu, voltar a conviver como antes ou aceitar tudo calado. Não é isso que a Igreja ensina.

Perdoar não é esquecer. Como vimos, o Catecismo diz que não está no nosso poder esquecer a ofensa (CIC 2843). O perdão cura a memória aos poucos, sem apagá-la.

Perdoar não é deixar de corrigir. Jesus disse: “Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o: e se ele se arrepender, perdoa-lhe” (Lc 17,3). O perdão não impede de dizer a verdade nem de buscar a justiça.

Perdoar não é continuar no perigo. O Papa Francisco, falando da família, escreveu que em alguns casos a própria dignidade e o bem dos filhos exigem pôr um limite firme à violência ou à falta de respeito, e que há casos em que a separação é inevitável e pode tornar-se até moralmente necessária, para defender o mais frágil ou os filhos da violência e da humilhação (Amoris laetitia, n. 241). No mesmo documento, distingue o perdão de uma sede de vingança e fala de uma “sã defesa da própria dignidade” (n. 105).

Se alguém machuca você ou os seus filhos, a sua segurança vem primeiro. Você pode perdoar de longe, em oração, sem voltar para perto de quem faz mal. Conte o que está acontecendo a alguém de confiança, a um padre, a um profissional ou às autoridades: pedir proteção não é falta de perdão, é cuidar da vida que Deus confiou a você.

Quando é difícil perdoar a si mesmo

2 min de leituraHá quem já se confessou, já pediu perdão, e mesmo assim não consegue se perdoar.

Há quem já se confessou, já pediu perdão, e mesmo assim não consegue se perdoar. O Papa Francisco escreveu que, para poder perdoar os outros, precisamos passar pela experiência libertadora de nos compreendermos e perdoarmos a nós mesmos, e que isso supõe a experiência de ser perdoados por Deus, gratuitamente, não pelos nossos méritos (Amoris laetitia, nn. 107-108).

Continuar se acusando pelo que Deus já perdoou parece humildade, mas não é: é medir a misericórdia de Deus pelo tamanho da própria culpa. A esperança cristã confia que Deus perdoa de verdade, e o Catecismo lembra que deixar de esperar o seu perdão se opõe à sua bondade e à sua misericórdia (CIC 2091). Se a culpa volta sempre, fale disso com o padre na Confissão: os confessores conhecem bem esse peso e sabem ajudar.

Senhor, vós já me perdoastes,

e sou eu que continuo a me acusar.

Ensinai-me a olhar para mim com os vossos olhos:

com verdade, mas sem desprezo.

Tirai de mim a culpa que já foi lavada

e dai-me a humildade de aceitar o vosso perdão.

Que eu recomece hoje, de mãos dadas convosco.

Amém.

Pedro negou Jesus três vezes e chorou amargamente. Depois da ressurreição, Jesus não lhe cobrou a negação: perguntou três vezes se ele o amava e lhe confiou o seu rebanho (Jo 21,15-17). Quem foi perdoado recebe uma missão, não uma sentença.

Pedir perdão a quem eu ofendi

1 min de leituraA oração de perdão também empurra para a reconciliação.

A oração de perdão também empurra para a reconciliação. Jesus foi muito concreto: “se tu estás fazendo a tua oferta diante do altar, e te lembrar aí, que teu irmão tem contra ti alguma cousa, deixa ali a tua oferta diante do altar, e vai-te reconciliar primeiro com teu irmão; e depois virás fazer a tua oferta” (Mt 5,23-24).

Alguns passos simples ajudam. Reze antes, pedindo humildade e as palavras certas. Reconheça o erro sem desculpas longas: “Eu errei com você, e sinto muito.” Repare o que for possível: devolver, corrigir, desfazer uma calúnia. Respeite o tempo do outro: você pode pedir perdão, mas não pode exigir que ele venha na hora.

São Paulo resume a vida cristã assim: “perdoando-vos mutuamente, se algum tem razão de queixa contra o outro: assim como ainda o Senhor vos perdoou a vós, assim também vós” (Cl 3,13). E aos Efésios: “Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus por Cristo vos perdoou” (Ef 4,32).

Perguntas

Qual é a oração para pedir perdão a Deus?

Pode ser bem curta, como a do publicano no Evangelho: “Meu Deus, sê propício a mim pecador” (Lucas 18,13). Ou: “Senhor Jesus, eu errei. Tende piedade de mim, pecador. Lavai-me e recomeçai comigo. Amém.” Na Confissão, depois de contar os pecados, reza-se o ato de contrição. O que importa é o arrependimento sincero e o desejo de mudar.

Deus perdoa todos os pecados?

Sim, quando há arrependimento verdadeiro. O Catecismo diz que não há nenhuma falta, por mais grave que seja, que a Igreja não possa perdoar (n. 982). Para os pecados graves, o caminho que Cristo deixou é a Confissão. O que fecha a porta não é o tamanho do pecado, é recusar o perdão ou deixar de esperar nele.

Basta rezar ou preciso me confessar?

Para os pecados do dia a dia, a oração sincera de arrependimento já é caminho de perdão, e a Igreja recomenda também confessá-los. Para os pecados graves, é preciso a Confissão. Se não for possível se confessar logo, faça um ato de contrição com o propósito firme de se confessar assim que puder.

Como perdoar alguém que me traiu?

Comece pela decisão, não pelo sentimento: diga a Deus que você não quer guardar rancor, mesmo que ainda doa. Reze pela pessoa, pelo nome, todos os dias. O Catecismo lembra que não está no nosso poder esquecer a ofensa, mas o coração que se entrega ao Espírito Santo muda a ferida em compaixão (n. 2843). Perdoar não obriga a reatar a relação nem a confiar de novo como antes.

Perdoar é esquecer?

Não. A memória da ofensa pode continuar, e às vezes vai continuar por muito tempo. Perdoar é renunciar à vingança e ao rancor, e pedir a Deus o bem para quem nos feriu. Com o tempo, Deus purifica a lembrança, e ela dói menos.

Preciso voltar a conviver com quem me fez mal?

Não necessariamente. Perdão e reconciliação são coisas diferentes. Você pode perdoar de coração e manter distância, sobretudo se a pessoa continua fazendo mal. Diante de violência, a Igreja reconhece que a separação pode ser até moralmente necessária para proteger os mais frágeis (Amoris laetitia, n. 241). A sua segurança e a dos seus filhos vêm primeiro.