Santa Luzia, jovem mártir com um ramo de palma, iluminada por uma lamparina, com o prato com os olhos sobre a pedra

Oração

Oração de Santa Luzia: o texto, a história e o 13 de dezembro

A oração a Santa Luzia impressa em 1880, frase por frase, uma oração para quem está com os olhos doentes, a história da mártir de Siracusa e o 13 de dezembro de 2026

Santa Luzia é uma mártir de Siracusa, na Sicília, morta pela fé por volta do ano 304 e invocada no Brasil como protetora dos olhos; o dia dela é 13 de dezembro. Uma oração tradicional a ela, impressa em 1880, começa “Ó miraculosa Santa Luzia” e pede, pela sua intercessão, a luz da fé e a vida eterna. No AngelGuard você a reza completa, com uma oração curta por quem está com os olhos doentes e a história da santa, separando o que é fato do que é lenda.

Ó miraculosa Santa Luzia,

vós que merecestes de Cristo, Senhor nosso,

que, cega da luz do corpo,

fôsseis alumiada pela da divina graça,

assisti-me com a vossa vivificante fé,

para que minha alma não seja condenada

pela cegueira do erro às trevas do pecado.

Intercedei por mim ao bom Jesus,

para que, alumiando toda a minha vida pela sua divina graça,

alcance enfim gozar essa perene felicidade

que ele prometeu a todos que o seguirem

pelo bom caminho de sua esposa,

a santa Madre Igreja católica romana,

que é a verdadeira luz do mundo.

Acolhei, miraculosa Virgem e mártir,

este meu pedido, e sede minha intercessora,

para que à hora da morte

mereça gozar convosco

a vivificante luz da eternidade.

Amém.

Oração a Santa Luzia, como a imprime a Ancora de Salvação (Porto e Braga, Livraria de Ernesto Chardron, 1880, pp. 315-316), com a ortografia, as maiúsculas e algumas vírgulas atualizadas; oração tradicional, de domínio público.

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Qual é a oração de Santa Luzia

3 min de leituraNão existe uma única oração oficial a Santa Luzia: o povo brasileiro reza várias.

Não existe uma única oração oficial a Santa Luzia: o povo brasileiro reza várias. A que mais circula hoje, em santinhos e na internet, começa “Ó Santa Luzia, que preferistes…”; é um texto devocional de autor e data desconhecidos, que conta a história dos olhos arrancados e devolvidos por Deus (sobre essa história, veja o capítulo seguinte). Quem a reza com fé reza bem e pode continuar rezando. Nesta página rezamos uma oração mais antiga, que conseguimos conferir na fonte: a que o livro português de devoção Ancora de Salvação imprimiu no Porto em 1880, com aprovação do arcebispo de Braga, sob o título “A Santa Luzia”. O texto do alto da página é o de 1880, palavra por palavra, só com a ortografia e algumas vírgulas atualizadas. É uma oração para pedir luz, mais a da fé do que a dos olhos. Se você veio rezar pela vista de alguém, há uma oração curta para isso no capítulo “Como rezar”.

“Ó miraculosa Santa Luzia.” Miraculosa é a forma antiga de “milagrosa”. A palavra lembra os prodígios que a tradição conta do seu martírio, mas o milagre nunca é dela: é Deus quem age nos seus santos.

“Vós que merecestes de Cristo, Senhor nosso, que, cega da luz do corpo, fôsseis alumiada pela da divina graça.” O autor de 1880 usa a lenda de que Luzia perdeu a luz dos olhos (veja o capítulo seguinte) como imagem, e não para nela: o que importa é a outra luz, a da graça, que nenhum carrasco consegue tirar. Alumiar é iluminar.

“Assisti-me com a vossa vivificante fé, para que minha alma não seja condenada pela cegueira do erro às trevas do pecado.” Repare que o primeiro pedido não é pelos olhos do corpo. É por uma fé viva, que não deixe a alma andar às cegas. Existe uma cegueira pior do que a dos olhos: a de quem não enxerga mais o caminho de Deus.

“Intercedei por mim ao bom Jesus.” É o coração da oração. Não pedimos a Santa Luzia que faça as coisas por conta própria; pedimos que reze por nós a Jesus. Os santos, que já estão com Deus, não deixam de cuidar de quem ficou na terra e intercedem por nós (CIC 2683).

“…essa perene felicidade que ele prometeu a todos que o seguirem pelo bom caminho de sua esposa, a santa Madre Igreja católica romana, que é a verdadeira luz do mundo.” A esposa de Cristo é a Igreja (cf. Ef 5,25-27). Jesus disse de si mesmo que é a luz do mundo (Jo 8,12) e disse também aos discípulos: vós sois a luz do mundo (Mt 5,14). O Concílio Vaticano II explica como as duas coisas se juntam: a luz é Cristo, e ela resplandece no rosto da Igreja (Lumen gentium, 1).

“Acolhei, miraculosa Virgem e mártir, este meu pedido, e sede minha intercessora, para que à hora da morte mereça gozar convosco a vivificante luz da eternidade.” A oração termina onde termina toda vida cristã: na hora da morte e no céu. A luz que se pede no fim não é a de um dia a mais, mas a que não se apaga.

Como a oração de 1880 fala mais da fé do que da vista, no capítulo “Como rezar” há uma segunda oração, escrita para esta página, para quem está com os olhos doentes ou acompanha alguém que está.

Quem foi Santa Luzia: o que é história e o que é lenda

3 min de leituraSanta Luzia foi uma jovem cristã de Siracusa, na Sicília, morta pela fé na perseguição do imperador Diocleciano, segundo a tradição em 13 de dezembro de 304.

Santa Luzia foi uma jovem cristã de Siracusa, na Sicília, morta pela fé na perseguição do imperador Diocleciano, segundo a tradição em 13 de dezembro de 304. Do resto da sua vida sabemos pouco com certeza. A história que todo mundo conhece vem de um relato do martírio, a passio, escrito em grego por volta dos séculos V e VI e depois em latim. Vale separar as duas coisas.

O que é história. Em 1894, o arqueólogo Paolo Orsi encontrou na catacumba de São João, em Siracusa, uma pequena lápide de mármore do começo do século V. Ela fala de uma cristã chamada Euskia, morta com cerca de 25 anos, e diz que ela morreu no dia da festa da “minha senhora Luzia”. É o documento mais antigo do culto da santa: cerca de um século depois do martírio, os cristãos da cidade já celebravam a sua festa. No século VI, Luzia já aparece entre as virgens mártires dos mosaicos de Santo Apolinário Novo, em Ravena; São Gregório Magno, no fim do mesmo século, fala de um mosteiro dedicado a ela em Siracusa; e em Roma o Papa Honório I (625-638) construiu uma igreja com o seu nome. O nome dela entrou também no Cânon Romano, a Oração Eucarística I, que ainda hoje se reza na Missa, ao lado de Ágata, Inês e Cecília.

O que conta a tradição. Segundo a passio, Luzia era de família rica e tinha perdido o pai. A mãe, Eutíquia, sofria havia anos de uma doença, e as duas foram em peregrinação ao túmulo de Santa Ágata, em Catânia. Lá, Luzia viu Ágata em sonho, a mãe ficou curada, e a filha decidiu consagrar a vida a Deus e dar os seus bens aos pobres. O noivo, que não era cristão, a denunciou ao governador Pascásio. Luzia não quis sacrificar aos deuses. Mandaram levá-la à força para um lugar de vergonha, e ninguém conseguiu movê-la do lugar; acenderam fogo em volta dela, e o fogo não a tocou. Por fim, foi morta à espada. A revista católica Ave Maria, dos claretianos, compara esse tipo de relato a um romance histórico: conta uma verdade de fé com a liberdade de quem quer comover. O núcleo é firme: uma moça que preferiu Cristo a tudo, até à vida.

A história dos olhos é lenda. Em nenhuma das versões antigas da passio aparecem os olhos. Os estudiosos mostram que eles só entram na vida e nas imagens de Santa Luzia por volta dos séculos XIV e XV: primeiro como olhos pintados numa lâmpada, depois como dois olhos num prato. Daí nasceram as histórias que muitos ouviram desde criança: que ela arrancou os próprios olhos para não ser desejada, ou que os carrascos os arrancaram e Deus lhe deu outros, ainda mais belos. O Vatican News conta uma delas com um “narra-se”, e é esse o lugar dela: uma lenda piedosa, não um fato. Nenhum católico precisa acreditar nela. A devoção não depende dela; depende de uma mártir verdadeira, que a Igreja venera há mais de dezesseis séculos.

Onde ela está hoje. O corpo ficou em Siracusa até 1039, quando foi levado para Constantinopla; em 1204, depois da Quarta Cruzada, os venezianos o levaram para Veneza, onde ainda é venerado na igreja dos Santos Jeremias e Luzia.

Por que Santa Luzia é a protetora dos olhos

3 min de leituraPor causa do nome.

Por causa do nome. Luzia vem do latim Lucia, que tem a mesma raiz de lux, luz. Para os primeiros cristãos, o nome já soava como uma promessa de luz, e os estudiosos acham que foi esse nome que, com o tempo, fez dela a santa dos olhos; as histórias sobre os olhos no martírio só vieram depois, no fim da Idade Média. Quem tem luz nos olhos enxerga; quem tem a luz da fé enxerga ainda mais longe.

Como reconhecer a imagem. Santa Luzia costuma aparecer jovem, com a palma dos mártires na mão. Muitas vezes leva também uma lâmpada acesa ou uma espada, sinal da sua morte, e, com frequência, um pratinho ou uma taça com dois olhos. O prato não quer dizer que ela entregou os olhos a alguém: é um jeito simples de dizer, numa imagem, a quem as pessoas recorrem quando têm medo de perder a vista.

A devoção no Brasil. “Santa Luzia, protetora dos olhos” é uma das invocações mais conhecidas do país, e nove municípios brasileiros levam o nome dela, de Rondônia a Minas Gerais. Em Santa Luzia, na Grande Belo Horizonte, o santuário dedicado a ela, o primeiro de Minas Gerais, foi bento em 13 de dezembro de 1778 e é um dos lugares de romaria mais antigos do país; a festa é preparada com uma trezena, treze dias de oração que terminam no dia da padroeira. Em Mossoró, no Rio Grande do Norte, Santa Luzia é padroeira da cidade e da diocese, e a festa de 2026 vai de 1º a 13 de dezembro, com a imagem peregrina visitando casas e instituições desde setembro. Em Salvador, a festa de 13 de dezembro é antiga, e há quem faça fila para lavar os olhos com a água de uma fonte ligada à santa, na Cidade Baixa: um gesto de fé e de pedido, que não substitui o colírio nem a consulta.

O que “protetora dos olhos” quer dizer. Padroeira não é quem garante a cura, é quem reza por nós. Pedir a Santa Luzia pela vista é confiar a ela uma preocupação real, para que a apresente a Deus. Às vezes Deus cura; às vezes dá força para atravessar a doença; sempre escuta. Nenhuma oração funciona como fórmula: atribuir o efeito só às palavras é superstição, ensina o Catecismo (CIC 2111). Por isso esta página não promete milagres. Promete só o que a fé promete: que o pedido chega a Deus.

13 de dezembro de 2026: o dia de Santa Luzia num domingo do Advento

3 min de leituraO dia de Santa Luzia é 13 de dezembro, data do seu martírio segundo a tradição, celebrada por católicos do Ocidente e do Oriente.

O dia de Santa Luzia é 13 de dezembro, data do seu martírio segundo a tradição, celebrada por católicos do Ocidente e do Oriente. No calendário da Igreja, o dia é a memória de Santa Luzia, virgem e mártir: quando o dia 13 cai num dia de semana, a Missa lembra a santa.

Em 2026, 13 de dezembro cai num domingo. E não é um domingo qualquer: é o terceiro domingo do Advento, o domingo Gaudete, o da vela rosa da coroa. As normas da Igreja sobre o ano litúrgico dão aos domingos do Advento precedência até sobre as festas do Senhor e as solenidades (Normas universais sobre o ano litúrgico e o calendário, n. 5), e a tabela de precedência põe esses domingos muito acima das memórias dos santos (nn. 59-60). Por isso, no domingo, 13 de dezembro de 2026, a Missa é a do domingo, não a de Santa Luzia. Nas cidades e paróquias que têm Santa Luzia como padroeira, valem regras próprias para a festa local; a sua paróquia vai dizer como será.

Isso não tira nada da devoção. A trezena, a procissão e a oração em casa continuam, e o domingo combina com a santa: o Evangelho da Missa desse dia, no ano B, é o de João Batista, que veio dar testemunho da luz (Jo 1,6-8.19-28). Se a sua família tem uma coroa do Advento, nessa noite se acende a terceira vela, a rosa. Dá para rezar a oração de Santa Luzia ali mesmo, à luz das três velas. E dezembro tem uma sequência bonita: Nossa Senhora da Conceição no dia 8, Nossa Senhora de Guadalupe no sábado, 12, e Santa Luzia no domingo, 13.

Dia do Cego. No Brasil, 13 de dezembro é também o Dia do Cego, instituído pelo Decreto nº 51.045, de 26 de julho de 1961. O decreto não menciona a santa, mas a data convida a rezar também pelas pessoas cegas ou com baixa visão, e por quem trabalha para que elas tenham uma vida plena.

A “experiência” das pedras de sal. No sertão do Ceará, alguns dos chamados profetas da chuva, agricultores que tentam prever o inverno observando a natureza, fazem no dia de Santa Luzia uma experiência com pedrinhas de sal, uma para cada mês do começo do ano: se derretem com o sereno, dizem, o inverno, que no sertão é a estação das chuvas, vai ser bom. É folclore do sertão, sabedoria de quem vive à espera da chuva, e não uma devoção nem uma prática da Igreja. A previsão do tempo é trabalho da meteorologia; o pedido de um bom inverno, quem quiser, faz a Deus na oração.

Como rezar a Santa Luzia e uma oração pelos olhos

3 min de leituraCom simplicidade.

Com simplicidade. Não há número certo de vezes nem hora obrigatória: o que conta é a confiança. Um caminho simples, para qualquer dia do ano:

  1. Faça o sinal da cruz.
  2. Reze devagar a oração de 1880 do alto da página.
  3. Diga a Santa Luzia, com as suas palavras, o que você traz no coração: a sua vista, a de alguém da família, uma cirurgia marcada, ou a fé que anda fraca.
  4. Reze uma Ave-Maria.
  5. Termine com a invocação “Santa Luzia, rogai por nós” e o sinal da cruz.

Por alguém com doença nos olhos. Diga o nome da pessoa e reze a oração abaixo, escrita para esta página. Ela pede a Deus, pela intercessão de Santa Luzia, a vista, o cuidado de quem trata e a luz da fé. Rezar não substitui o médico: a Igreja ensina que a saúde é um dom que devemos cuidar com responsabilidade (CIC 2288). Vá às consultas, faça os exames, siga o tratamento, e reze também na sala de espera. Para outras necessidades de saúde, há também a nossa oração de cura.

Em família. As crianças podem aprender a invocação curta, “Santa Luzia, rogai por nós”, e repetir depois de cada frase da oração. Em dezembro, quem quiser pode rezar uma trezena, como se faz nos santuários de Santa Luzia: treze dias de oração que terminam no dia 13, ou seja, de 1º a 13 de dezembro, com a oração da página e uma intenção guardada até o fim. Perdeu um dia? Continue no seguinte.

Como pedir uma graça. Peça com clareza, como um filho pede ao pai, e deixe a resposta com Deus. Agradeça quando a graça vier e também quando ela vier de um jeito diferente do que você esperava. Os santos, como lembra a Solenidade de Todos os Santos, são uma multidão de amigos que rezam por nós; Santa Luzia, muito querida no Brasil, é uma dessas amigas.

Senhor Deus, Pai das luzes,

vós destes a Santa Luzia a coragem de vos preferir a tudo.

Pela intercessão dela, olhai para os meus olhos

e para os olhos de quem eu trago no coração.

Se for da vossa vontade, conservai a nossa vista

e curai o que está doente.

Guiai as mãos e o juízo dos médicos e de todos que cuidam de nós,

e dai-nos paciência nos exames, na espera e no tratamento.

E, acima de tudo, não deixeis apagar em nós a luz da fé:

que saibamos ver o vosso Filho nas pessoas e nas horas de cada dia,

até o dia em que o veremos face a face.

Por Cristo, nosso Senhor.

Amém.

Santa Luzia, rogai por nós.

Texto AngelGuard: oração escrita para esta página, para rezar por si mesmo ou por alguém com doença nos olhos.

Perguntas

Qual a oração de Santa Luzia?

Há várias. Nesta página está a oração impressa em 1880 no devocionário Ancora de Salvação, que começa “Ó miraculosa Santa Luzia, vós que merecestes de Cristo…” e pede, pela intercessão da santa, a luz da fé e a vida eterna. A versão que mais circula hoje, “Ó Santa Luzia, que preferistes…”, é de autor desconhecido. Para quem está com os olhos doentes, há também uma oração curta no capítulo “Como rezar”.

Santa Luzia é protetora de quê?

Dos olhos e da vista. O povo a invoca quando alguém tem problemas nos olhos, vai fazer uma cirurgia ou tem medo de perder a visão, e também para pedir a luz da fé. O título vem do nome dela, Luzia, da mesma raiz de lux, luz. Ela intercede; quem cura é Deus.

Quando é o dia de Santa Luzia?

Em 13 de dezembro, todos os anos. Em 2026 a data cai num domingo, o terceiro do Advento (Gaudete), e por isso a Missa desse dia é a do domingo. A devoção, a trezena e as procissões continuam; em cidades onde ela é padroeira, a paróquia informa como será a festa.

Por que Santa Luzia é representada com os olhos num prato?

Por causa da sua fama de protetora da vista. O prato com dois olhos só aparece nas imagens a partir do fim da Idade Média; os relatos antigos do martírio não falam dos olhos. A história de que ela arrancou os próprios olhos, ou de que lhe foram arrancados e devolvidos, é uma lenda piedosa, não um fato histórico.

Como pedir uma graça a Santa Luzia?

Reze a oração com calma, diga a ela com as suas palavras o que você precisa e peça que apresente o pedido a Jesus. Uma Ave-Maria e a invocação “Santa Luzia, rogai por nós” completam a oração. Não há fórmula que obrigue Deus: peça com confiança, agradeça e continue rezando.

A oração de Santa Luzia cura os olhos?

Nenhuma oração funciona como remédio garantido. Rezar a Santa Luzia é pedir a Deus, pela intercessão dela, a cura ou a força para enfrentar a doença, e Ele responde do seu jeito. A oração caminha junto com o tratamento: vá ao oftalmologista, siga o que ele indicar e reze também.

Quem foi Santa Luzia?

Uma jovem cristã de Siracusa, na Sicília, martirizada na perseguição de Diocleciano, segundo a tradição em 13 de dezembro de 304. Uma lápide do começo do século V, encontrada numa catacumba da cidade, já fala da sua festa. Os detalhes do martírio vêm de um relato do século V ou VI, com muitos traços de lenda.

O que é a experiência de Santa Luzia com pedras de sal?

É um costume do folclore do sertão nordestino: no dia de Santa Luzia, alguns agricultores põem pedrinhas de sal ao sereno, uma para cada mês do começo do ano, e leem no derretimento um sinal de chuva. É cultura popular, não devoção nem prática da Igreja; a previsão do tempo é tarefa da meteorologia.