
Oração
Oração de cura: orações pela cura do corpo e da alma, por você e por quem está doente
Uma oração de cura pedindo a Deus a saúde do corpo e da alma, orações pela cura de alguém, uma oração para a hora da urgência e o que a Igreja ensina sobre a Unção dos Enfermos
Uma oração de cura é um pedido a Deus pela saúde do corpo e da alma, como este: “Senhor Jesus, médico das almas e dos corpos, olhai para esta dor e, se for da vossa vontade, devolvei a saúde. Guiai os médicos, tirai o medo e dai paciência. Dizei uma só palavra, e seremos salvos. Amém.” Rezar pela cura não promete um resultado nem substitui o tratamento médico: é entregar a doença a Deus, que cuida de nós. No AngelGuard você encontra a oração completa, orações pela cura de alguém, uma oração para a hora da urgência e o que a Igreja ensina sobre a Unção dos Enfermos.
Senhor Jesus Cristo, médico das almas e dos corpos,
vós passastes pelo mundo fazendo o bem
e curando os que sofriam.
Eu vos apresento esta dor (diga por quem ou pelo que você pede)
Olhai para o que aflige o corpo e a alma,
e, se for da vossa vontade, devolvei a saúde.
Abençoai os médicos, os enfermeiros
e todos os que cuidam de quem está doente;
dai sabedoria às suas mãos e acerto aos tratamentos.
Curai também a alma:
perdoai os pecados, tirai o medo e a revolta
e dai paciência nos dias difíceis.
Se a cura demorar, não deixeis que se apague a confiança,
porque vós carregastes as nossas dores
e não abandonais ninguém que sofre.
Dizei uma só palavra, Senhor, e seremos salvos.
Nossa Senhora, saúde dos enfermos, rogai por nós.
Amém.
Texto AngelGuard; uma súplica a Jesus Cristo pela cura do corpo e da alma, com pedido de intercessão a Nossa Senhora.
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O que é uma oração de cura, e o que ela não é
2 min de leituraPedir a Deus a cura é uma das orações mais antigas da Bíblia.
Pedir a Deus a cura é uma das orações mais antigas da Bíblia. Diante da doença, o crente do Antigo Testamento se volta para Deus, desabafa e implora a cura (CIC 1502), e Deus se apresenta ao seu povo como aquele que cura: “eu sou o Senhor que te sara” (Ex 15,26, na tradução do Padre Figueiredo). O salmista reza: “Tem misericórdia de mim, Senhor, porque sou enfermo: sara-me, Senhor” (Sl 6,3).
Nos Evangelhos, Jesus passa curando enfermos de toda espécie, e o Catecismo diz que essas curas são sinal de que Deus visitou o seu povo e de que Jesus veio curar o homem inteiro, alma e corpo (CIC 1503). Por isso qualquer pessoa pode rezar pela cura: “Todo o fiel pode elevar preces a Deus para alcançar a cura”, diz a Instrução da Congregação para a Doutrina da Fé sobre as orações de cura (2000, art. 1).
Mas é importante dizer com clareza o que a oração de cura não é.
Não é uma fórmula que obriga Deus. O próprio Catecismo reconhece que “nem as orações mais fervorosas obtêm sempre a cura de todas as doenças” (CIC 1508), e lembra que Jesus não curou todos os doentes: as suas curas eram sinais de uma cura mais profunda, a vitória sobre o pecado e a morte (CIC 1505). Desconfie de qualquer texto que prometa cura certa ou diga que a oração “nunca falha”: não é assim que Deus age.
Não substitui o médico. A vida e a saúde são dons de Deus, e temos o dever de cuidar razoavelmente deles (CIC 2288). Continue o tratamento, tome os remédios, vá às consultas. Jesus mesmo usou a imagem do médico: “Os sãos não têm necessidade de médico, mas sim os enfermos” (Mt 9,12). Rezar e se tratar andam juntos.
É entrega. A oração de cura pede com confiança e deixa a última palavra com Deus: “se for da vossa vontade”. A graça que ela sempre alcança é a de não atravessar a doença sozinho.
Oração pela cura de alguém que está doente
2 min de leituraRezar por quem está doente é uma forma de amor que chega aonde as nossas mãos não chegam.
Rezar por quem está doente é uma forma de amor que chega aonde as nossas mãos não chegam. No Evangelho, quatro amigos carregaram um paralítico, abriram o telhado da casa e o desceram até Jesus (Mc 2,1-12). O Catecismo lembra essa cena ao falar de Cristo, médico das almas e dos corpos, que perdoou os pecados do paralítico e lhe devolveu a saúde (CIC 1421).
A Igreja faz o mesmo. Jesus mandou os apóstolos: “Curai os enfermos” (Mt 10,8, na tradução do Padre Figueiredo), e a Igreja cumpre esse encargo tanto pelos cuidados que dá aos doentes como pela oração de intercessão com que os acompanha (CIC 1509). Reze pelo nome da pessoa, todos os dias, e, se ela quiser, reze com ela. Esta oração pode ser rezada por um pai, uma mãe, um filho, um amigo:
Senhor, vós conheceis (diga o nome) melhor do que eu.
Vós a/o amais mais do que eu sei amar.
Eu a/o coloco diante de vós, como os amigos do paralítico
que o desceram pelo telhado até os vossos pés.
Tocai o seu corpo cansado e o seu coração assustado.
Aliviai a dor, acalmai o medo, dai-lhe um bom descanso.
Guiai os médicos e a equipe que cuida dela/dele.
Dai à família força para acompanhar e esperança para esperar.
Que nunca lhe falte a vossa presença, nem de dia nem de noite.
Nossa Senhora, saúde dos enfermos, rogai por ela/ele.
Amém.
Além de rezar, esteja presente: uma visita, uma mensagem, uma refeição levada, uma noite de acompanhante no hospital. Jesus se identificou com os doentes: “estava enfermo, e visitastes-me” (Mt 25,36, na tradução do Padre Figueiredo). E pergunte à pessoa se ela deseja receber a visita de um padre.
Oração de cura urgente: doença grave, hospital, UTI e a Unção dos Enfermos
2 min de leituraQuando chega a notícia de um acidente, de uma cirurgia de emergência ou de uma internação na UTI, não dá para rezar orações longas.
Quando chega a notícia de um acidente, de uma cirurgia de emergência ou de uma internação na UTI, não dá para rezar orações longas. Nessa hora, uma frase basta, e Deus a entende. Esta pode ser rezada no corredor do hospital, no carro ou ao lado do leito:
Senhor, eu não tenho muitas palavras agora.
Tende piedade de (diga o nome).
Dizei uma só palavra, e ela/ele será salva/salvo.
Jesus, eu confio em vós.
Nossa Senhora, rogai por nós.
Amém.
Chame o padre. A oração mais urgente da Igreja por um doente grave é um sacramento, a Unção dos Enfermos. São Tiago já escrevia: “Está entre vós algum enfermo? chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor: e a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o aliviará: e se estiver em alguns pecados, ser-lhe-ão perdoados” (Tg 5,14-15, na tradução do Padre Figueiredo). A Igreja reconhece nesse rito um dos sete sacramentos (CIC 1510-1511).
Não é só para quem está morrendo. A Unção “não é sacramento só dos que estão prestes a morrer”: o tempo oportuno para recebê-la é quando o fiel começa, por doença ou velhice, a estar em perigo de morte (CIC 1514), e todas as vezes que um cristão cai gravemente enfermo ele pode recebê-la (CIC 1529). É conveniente recebê-la antes de uma cirurgia importante, e ela pode ser repetida se a doença se agravar (CIC 1515). Só os sacerdotes podem administrá-la (CIC 1516).
O que ela dá. A primeira graça do sacramento é conforto, paz e coragem para enfrentar a doença; ele une o doente à paixão de Cristo, perdoa os pecados se o doente não pôde se confessar e pode trazer também a saúde do corpo, “se tal for conveniente para a salvação espiritual” (CIC 1520, 1532).
Para pedir, ligue para a paróquia ou procure a capelania do hospital; muitos hospitais têm um capelão ou uma equipe de pastoral da saúde. Não espere o último momento: chamar o padre cedo é um ato de amor, não um sinal de que se perdeu a esperança.
“Senhor, eu não sou digno”: a oração de cura que se reza em toda Missa
2 min de leituraA oração de cura mais rezada do mundo é dita em toda Missa, logo antes da Comunhão.
A oração de cura mais rezada do mundo é dita em toda Missa, logo antes da Comunhão. Ela vem de um oficial romano, o centurião de Cafarnaum, que pediu a Jesus a cura do seu criado e não se achou digno de recebê-lo em casa. Na tradução do Padre Figueiredo: “Senhor, eu não sou digno de que entres na minha casa: porém manda-o só com a tua palavra, e o meu criado será salvo” (Mt 8,8). Jesus se admirou com a fé daquele homem, e o criado ficou curado naquela mesma hora.
A Igreja pôs essas palavras na boca de todos os fiéis. No Rito da Comunhão, o povo responde: “Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo” (Missal Romano, tradução da CNBB, Rito da Comunhão). O “meu criado” do Evangelho virou “serei salvo”: agora cada um pede a cura para si, do corpo e sobretudo da alma.
O Catecismo lembra que Cristo, “médico das almas e dos corpos”, age de modo muito especial na Eucaristia, pão que dá a vida eterna (CIC 1509). Por isso, para quem está doente, participar da Missa ou receber a Comunhão em casa, levada pelo padre ou por um ministro extraordinário, é uma verdadeira oração de cura. Reze essa frase devagar, com a fé do centurião, sempre que precisar.
Oração de cura interior: a cura da alma, o perdão e a Confissão
2 min de leituraNem toda ferida aparece num exame.
Nem toda ferida aparece num exame. Há mágoas antigas, culpas que não passam, medos que apertam o peito. A Bíblia fala de um Deus que cura por inteiro: “O que perdoa todas as tuas maldades: o que sara todas as tuas enfermidades” (Sl 102,3; Salmo 103 nas Bíblias atuais). E Isaías, falando do Servo sofredor, diz que “nós fomos sarados pelas suas pisaduras” (Is 53,5).
A Igreja tem dois sacramentos chamados “de cura”: a Penitência, ou Confissão, e a Unção dos Enfermos (CIC 1421). Muita gente procura uma “oração de cura interior” e esquece o lugar onde essa cura acontece de modo mais seguro: o confessionário. Se você carrega um peso, reze o ato de contrição e procure um padre. Se o que dói é uma ofensa recebida, a página da oração de perdão pode ajudar.
Ansiedade e depressão também são doenças, e merecem tratamento como qualquer outra: rezar por elas é bom, e cuidar delas com um profissional de saúde também é. Esta oração pede a cura da alma:
Senhor Jesus, vós curastes o paralítico
e antes lhe dissestes: os teus pecados te são perdoados.
Curai em mim o que nenhum exame mostra:
as mágoas antigas, a culpa que não passa,
o medo que aperta o peito, a tristeza sem nome.
Dai-me a coragem de procurar a Confissão
e de cuidar também da minha saúde,
e enchei o meu coração da vossa paz.
Amém.
Quando a doença não passa, São Paulo pode fazer companhia. Ele pediu três vezes ao Senhor que o livrasse de um sofrimento e recebeu esta resposta: “Basta-te a minha graça: porque a virtude se aperfeiçoa na enfermidade” (2Cor 12,9, na tradução do Padre Figueiredo). O Catecismo cita essa passagem logo depois de lembrar que nem as orações mais fervorosas obtêm sempre a cura de todas as doenças (CIC 1508): às vezes, a resposta de Deus é a graça de carregar a cruz com ele.
Oração de cura e libertação: o que a Igreja orienta
2 min de leitura“Cura e libertação” é uma expressão muito usada em grupos de oração e missas de cura no Brasil.
“Cura e libertação” é uma expressão muito usada em grupos de oração e missas de cura no Brasil. A Igreja não proíbe esses encontros, mas pede cuidado. Em 2000, a Congregação para a Doutrina da Fé publicou uma Instrução sobre as orações para alcançar de Deus a cura, com normas claras:
Todos podem rezar pela cura (art. 1). Quando se faz numa igreja, convém que um ministro ordenado presida.
Sem espetáculo. Os encontros de oração de cura não devem chegar a “formas parecidas com o histerismo, a artificialidade, a teatralidade ou o sensacionalismo” (art. 5 § 3), e quem os preside deve manter um clima de serena devoção (art. 9).
Ninguém é dono da cura. Seria arbitrário atribuir um “carisma de cura” a uma categoria de pessoas, como os dirigentes de um grupo: o Espírito Santo dá os seus dons a quem quer, e mesmo as orações mais intensas não alcançam a cura de todas as doenças (Instrução, n. 5 da parte doutrinal).
Libertação não é exorcismo. Pedir a Deus que nos livre do mal é o que fazemos em todo Pai Nosso (“livrai-nos do Mal”). Já o exorcismo propriamente dito só pode ser feito por um sacerdote, com licença do bispo (CIC 1673; Instrução, art. 8). Numa oração pessoal, não se dão ordens a espíritos: pede-se a Deus, pela intercessão de Nossa Senhora e de São Miguel, que nos proteja. A oração de São Miguel Arcanjo é uma oração que a Igreja recomenda para isso.
Uma boa regra: a verdadeira oração de cura leva para Jesus, para os sacramentos e para a paz, e nunca afasta ninguém do médico. Se algum grupo prometer cura em troca de dinheiro, ou pedir que você abandone o tratamento, afaste-se e converse com o seu pároco.
Perguntas
Qual é a oração de cura mais poderosa?
Não existe uma oração de cura mais poderosa que as outras, nem fórmula que obrigue Deus a curar. A força está na fé com que se reza e na misericórdia de Deus, não nas palavras exatas. O Catecismo lembra que nem as orações mais fervorosas obtêm sempre a cura de todas as doenças (n. 1508). A oração de cura mais rezada na Igreja é a do centurião, dita em toda Missa: “Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.”
Qual é a oração de cura urgente?
Na urgência, uma frase basta: “Senhor, tende piedade de (nome). Dizei uma só palavra, e ela/ele será salva/salvo. Jesus, eu confio em vós.” E faça duas coisas ao mesmo tempo: garanta o atendimento médico e chame um padre para a Unção dos Enfermos, sacramento próprio para quem está em perigo por doença grave, cirurgia ou velhice.
Como rezar pela cura de alguém?
Diga o nome da pessoa a Deus, todos os dias, e peça a cura do corpo e da alma, a paz para ela e sabedoria para os médicos. Peça a intercessão de Nossa Senhora, saúde dos enfermos. Se a pessoa quiser, reze junto com ela e ofereça chamar um padre. Visitar, acompanhar e ajudar a família também faz parte da oração.
A oração substitui o tratamento médico?
Não. A Igreja ensina que a vida e a saúde são dons de Deus e que temos o dever de cuidar razoavelmente delas (Catecismo, n. 2288). Continue o tratamento, os remédios e as consultas, e reze também. Deus age pela oração e também pelas mãos dos médicos e enfermeiros.
Quem pode receber a Unção dos Enfermos?
O fiel que começa a estar em perigo por doença grave ou velhice, não só quem está morrendo. É conveniente recebê-la antes de uma cirurgia importante, e ela pode ser repetida se a doença se agravar ou voltar. Só o padre pode administrá-la: ligue para a paróquia ou peça ao capelão do hospital.
Se a cura não vem, é porque me faltou fé?
Não. Jesus não curou todos os doentes, e São Paulo pediu três vezes para ser libertado de um sofrimento e recebeu de Deus esta resposta: “Basta-te a minha graça” (2 Coríntios 12,9). A falta de cura não é castigo nem prova de fé fraca. Deus não abandona quem sofre: a Unção dos Enfermos dá conforto, paz e coragem, e une a dor do doente à cruz de Cristo.





