Uma cúpula pintada com fileiras de anjos que sobem em círculos até uma luz no alto, e uma vela acesa num altar embaixo

Oração

Te Deum: a oração completa e o seu significado

O Te Deum é o antigo hino de louvor e de ação de graças da Igreja, que começa “A vós, ó Deus, louvamos”.

Rezado no Ofício das Leituras aos domingos fora da Quaresma e nas solenidades e festas, no último dia do ano e sempre que a Igreja quer agradecer. Pode ser rezado em dois coros, um verso cada; o latim está mais abaixo, no capítulo “O Te Deum em latim”.

A vós, ó Deus, louvamos;

a vós proclamamos Senhor.

A vós, Pai eterno,

a terra inteira venera.

A vós todos os anjos,

a vós os céus e todas as potestades,

a vós os querubins e os serafins

aclamam com voz que não se cala:

Santo, Santo, Santo,

Senhor Deus dos exércitos.

O céu e a terra estão cheios

da vossa glória e da vossa majestade.

A vós louva o coro glorioso dos apóstolos,

a vós, a multidão dos profetas, digna de louvor,

a vós, o exército dos mártires vestidos de branco.

A vós, por toda a extensão da terra,

a santa Igreja reconhece:

Pai de majestade sem medida;

o vosso verdadeiro e único Filho, digno de toda reverência;

e também o Espírito Santo, o Paráclito.

Vós sois o Rei da glória, ó Cristo.

Vós sois do Pai o Filho eterno.

Vós, para libertar o homem, tomastes a nossa carne

e não recusastes o ventre da Virgem.

Vós vencestes o aguilhão da morte

e abristes aos que creem o Reino dos céus.

À direita de Deus estais sentado,

na glória do Pai.

E vireis como juiz: assim o cremos.

Por isso vos suplicamos: vinde em socorro dos vossos servos,

que resgatastes com o vosso sangue precioso.

Fazei que sejam contados com os vossos santos

na glória eterna.

(Daqui até o fim, esta parte pode ser omitida.)

Senhor, salvai o vosso povo

e abençoai os que são a vossa herança.

Guiai-os e exaltai-os

até a eternidade.

Dia após dia nós vos bendizemos

e louvamos o vosso nome pelos séculos

e pelos séculos dos séculos.

Neste dia, Senhor, dignai-vos

guardar-nos sem pecado.

Tende compaixão de nós, Senhor,

tende compaixão de nós.

Senhor, que a vossa misericórdia esteja sobre nós,

assim como em vós esperamos.

Em vós, Senhor, esperei:

nunca serei decepcionado.

Tradução AngelGuard do Te Deum, verso por verso, a partir do latim; o texto latino, como a Santa Sé o imprime para o 31 de dezembro, está no capítulo “O Te Deum em latim”.

A Igreja o reza no Ofício das Leituras dos domingos e das festas e o canta de modo solene no último dia do ano, quando concede indulgência plenária a quem participa dele numa igreja. Esta página do AngelGuard traz também o texto em latim, o que cada parte significa, de onde ele vem e como rezá-lo em casa.

Aprofundar

O que significa Te Deum: o hino em três partes, verso por verso

3 min de leituraO hino se chama pelas palavras com que começa: Te Deum, “a vós, Deus”.

O hino se chama pelas palavras com que começa: Te Deum, “a vós, Deus”. A frase inteira é Te Deum laudamus, “A vós, ó Deus, louvamos”. Laudamus vem do verbo latino laudare, louvar, a mesma palavra que deu nome às Laudes, a hora de louvor com que a Igreja começa o dia (veja a oração da manhã). Em português muita gente chama o hino pelo primeiro verso, “A vós, ó Deus”, ou simplesmente de hino de ação de graças.

O Catecismo ensina que o louvor é a forma de oração que “mais imediatamente reconhece que Deus é Deus” (CIC 2639). O Te Deum é isso do começo ao fim: antes de pedir qualquer coisa, ele olha para quem Deus é. O texto tem três partes, e vale a pena rezá-lo sabendo onde cada uma começa.

1. O louvor ao Pai, do primeiro verso até “o Paráclito”. O hino começa por nós, que rezamos (“louvamos”), e vai se abrindo: a terra inteira, os anjos, os céus com todas as suas potestades, querubins e serafins. No meio está o “Santo, Santo, Santo”, o canto que o profeta Isaías ouviu dos serafins no templo (Is 6,3) e que os quatro seres vivos repetem no Apocalipse (Ap 4,8); é o mesmo que a assembleia canta em toda Missa, no fim do Prefácio. Depois aparece a Igreja do céu: os apóstolos, os profetas e os mártires “vestidos de branco”, como os que o Apocalipse vê diante do trono, com as vestes lavadas no sangue do Cordeiro (Ap 7,13-14). Por fim, a Igreja que ainda caminha na terra entra no coro e professa a fé na Trindade: o Pai, o Filho único e o Espírito, a quem o hino chama de Paráclito. A palavra é grega e o Catecismo a explica como “aquele que é chamado para junto”, o Consolador (CIC 692).

2. A fé em Cristo, de “Vós sois o Rei da glória” até “assim o cremos”. Aqui o hino se volta para o Filho e percorre o Credo em poucas linhas: Ele é o Rei da glória, eternamente Filho do Pai; para libertar o ser humano, fez-se homem no ventre da Virgem Maria; venceu a morte, que o hino chama de “aguilhão”, a palavra de São Paulo (1Cor 15,55); abriu o Reino dos céus a quem crê; está sentado à direita de Deus e voltará como juiz. É uma profissão de fé cantada.

3. A súplica, de “Por isso vos suplicamos” até o fim. Só depois de louvar o hino pede: que Cristo socorra os seus servos, comprados com o seu sangue, e os conte entre os santos na glória. Os últimos versos vêm quase todos dos Salmos (Sl 28(27),9; 145(144),2; 123(122),3; 33(32),22; 31(30),2) e pedem que Deus salve e guie o seu povo, que nos guarde neste dia sem pecado e que tenha compaixão de nós. A última palavra é de confiança: “Em vós, Senhor, esperei: nunca serei decepcionado.” Essa parte final, a partir de “Senhor, salvai o vosso povo”, pode ser omitida (Instrução Geral sobre a Liturgia das Horas, n. 68).

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O Te Deum em latim

2 min de leituraA Santa Sé imprime este texto latino para a celebração de 31 de dezembro na Basílica de São Pedro, com os acentos que guiam o canto.

A Santa Sé imprime este texto latino para a celebração de 31 de dezembro na Basílica de São Pedro, com os acentos que guiam o canto. Cada linha corresponde a um verso da tradução do alto da página, e por isso um grupo pode rezar em latim, em português ou alternando as duas línguas, um coro em cada.

Te Deum laudámus:

te Dóminum confitémur.

Te ætérnum Patrem,

omnis terra venerátur.

Tibi omnes ángeli,

tibi cæli et univérsæ potestátes:

tibi chérubim et séraphim

incessábili voce proclámant:

Sanctus, Sanctus, Sanctus,

Dóminus Deus Sábaoth.

Pleni sunt cæli et terra

maiestátis glóriæ tuæ.

Te gloriósus apostolórum chorus,

te prophetárum laudábilis númerus,

te mártyrum candidátus laudat exércitus.

Te per orbem terrárum

sancta confitétur Ecclésia,

Patrem imménsæ maiestátis;

venerándum tuum verum et únicum Fílium;

Sanctum quoque Paráclitum Spíritum.

Tu rex glóriæ, Christe.

Tu Patris sempitérnus es Fílius.

Tu, ad liberándum susceptúrus hóminem,

non horruísti Vírginis úterum.

Tu, devícto mortis acúleo,

aperuísti credéntibus regna cælórum.

Tu ad déxteram Dei sedes,

in glória Patris.

Iudex créderis esse ventúrus.

Te ergo quǽsumus, tuis fámulis súbveni,

quos pretióso sánguine redemísti.

Ætérna fac cum sanctis tuis

in glória numerári.

Salvum fac pópulum tuum, Dómine,

et bénedic hereditáti tuæ.

Et rege eos, et extólle illos

usque in ætérnum.

Per síngulos dies benedícimus te;

et laudámus nomen tuum in sǽculum,

et in sǽculum sǽculi.

Dignáre, Dómine, die isto

sine peccáto nos custodíre.

Miserére nostri, Dómine,

miserére nostri.

Fiat misericórdia tua, Dómine, super nos,

quemádmodum sperávimus in te.

In te, Dómine, sperávi:

non confúndar in ætérnum.

Texto latino dos livretos da Santa Sé para as celebrações de 31 de dezembro de 2025 e de 2010. Como o hino é muito antigo, o latim não tem direitos autorais. A tradução portuguesa do alto da página é nossa, feita verso por verso a partir dele.

Quem escreveu o Te Deum: Ambrósio e Agostinho, ou Nicetas de Remesiana?

2 min de leitura

Ninguém sabe com certeza. Uma tradição muito querida conta que Santo Ambrósio e Santo Agostinho o improvisaram, um verso cada, na noite em que Ambrósio batizou Agostinho, em Milão, no ano 387; por isso ele foi chamado de “hino ambrosiano”. Mas essa história só aparece por escrito no fim do século VIII, quatrocentos anos depois, e os estudiosos já não a aceitam.

Desde 1894, quando o beneditino Germain Morin levantou a hipótese, muitos atribuem o hino a Nicetas, bispo de Remesiana, cidade da atual Sérvia, um pastor missionário que morreu por volta do ano 414. Alguns manuscritos antigos, a maioria irlandeses, trazem o nome dele. Também isso não é certo, e outros estudiosos discordam. O que se sabe é que o hino é muito antigo: no século VI ele já aparece nas regras monásticas de São Cesário de Arles e de São Bento, que manda o abade entoá-lo na parte final do ofício noturno de domingo (Regra de São Bento, cap. 11). Há mais de mil e quatrocentos anos, os cristãos agradecem a Deus com estas palavras.

A lenda deixou marca nos livros. O antigo Breviário Romano imprimia o hino com o título “Hino dos Santos Ambrósio e Agostinho”, e o nome “hino ambrosiano” continua em uso. Seja quem for o autor, a Igreja recebeu estas palavras como suas e as reza até hoje.

Quando se reza o Te Deum: domingos, 31 de dezembro e as grandes ações de graças

2 min de leituraO Te Deum faz parte da Liturgia das Horas, a oração diária da Igreja.

Toda semana, no Ofício das Leituras. O Te Deum faz parte da Liturgia das Horas, a oração diária da Igreja. Ele vem depois da segunda leitura do Ofício das Leituras aos domingos fora da Quaresma, nas oitavas da Páscoa e do Natal e nas solenidades e festas; nas memórias e nos dias comuns, não se diz (IGLH, n. 68).

Em 31 de dezembro. É o Te Deum mais conhecido. Na Basílica de São Pedro, na tarde de 31 de dezembro, o Papa preside as Primeiras Vésperas da solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, seguidas do Te Deum de ação de graças pelo ano que termina; Leão XIV o fez em 31 de dezembro de 2025, nos últimos dias do Jubileu. Muitas catedrais e paróquias fazem o mesmo, e a Igreja concede indulgência plenária a quem participa (veja o capítulo seguinte). Em 2026, o dia 31 cai numa quinta-feira. Para rezar em casa nessa noite, com a família, use a oração para o Ano Novo.

Nas grandes alegrias da Igreja. O Te Deum é também o canto das ações de graças solenes. A Enciclopédia Católica de 1912 lembra que ele era cantado quando um papa era eleito, quando se sagrava um bispo ou se canonizava um santo, na profissão de um religioso e quando se publicava um tratado de paz; nesses dias ele vem depois da Missa ou do Ofício, ou numa celebração própria. Por isso “um Te Deum” virou também o nome dessa celebração.

No Brasil. O país tem um Dia Nacional de Ação de Graças, criado por lei federal em 1949 e celebrado na quarta quinta-feira de novembro; em 2026, no dia 26. Há dioceses que o celebram com um Te Deum: em 2014, por exemplo, a Arquidiocese do Rio de Janeiro convidou os fiéis para um Te Deum nesse dia, na Igreja Matriz de Santana. Se a sua paróquia ou o seu movimento tiver um Te Deum marcado, vá: é a Igreja inteira dizendo obrigado junto.

Te Deum e indulgência plenária: o que a Igreja concede

2 min de leituraA Igreja liga ao Te Deum duas indulgências.

A Igreja liga ao Te Deum duas indulgências. Quem as regula é o Enchiridion indulgentiarum, o manual de indulgências da Penitenciaria Apostólica (4ª edição, 1999), na sua concessão 26.

  • Plenária, em 31 de dezembro. É para quem, no último dia do ano, está numa igreja ou num oratório onde o Te Deum é cantado ou recitado solenemente e toma parte dele com devoção, em agradecimento pelo bem que recebeu de Deus nos doze meses que passaram (concessão 26, § 1, 2º).
  • Parcial, nos outros dias. O Te Deum é um dos exemplos que o manual dá de oração aprovada de súplica e de agradecimento. Rezado com devoção de manhã ou à noite, na hora de começar ou de encerrar o serviço, ou junto das refeições, ele traz indulgência parcial (concessão 26, § 2).

O que mais a plenária pede. As três condições de sempre: confessar-se, comungar e rezar pelas intenções do Papa, o que se cumpre com um Pai-Nosso e uma Ave-Maria (norma 20, § 1 e § 5). E mais uma, a mais exigente: não ter apego a pecado nenhum, nem aos veniais. Ninguém consegue medir isso em si mesmo com certeza: peça essa graça a Deus com sinceridade e deixe o resto com ele. A confissão e a comunhão não precisam ser no próprio dia 31; alguns dias antes ou depois também servem (norma 20, § 3). Quem não consegue cumprir tudo recebe a indulgência parcial (norma 20, § 4).

Qual texto rezar. Para que uma oração traduzida dê indulgência, a tradução precisa ter a aprovação da autoridade da Igreja (norma 22). A tradução desta página é nossa e ajuda a entender o hino, mas não tem essa aprovação: para a indulgência, reze em latim ou com o texto da Liturgia das Horas. Também não é preciso dizer cada palavra sozinho. O manual considera suficiente rezar alternando com outra pessoa, ou seguir em silêncio enquanto outro reza (norma 23).

E o 1º de janeiro? Nesse dia, a concessão 26 põe no lugar do Te Deum o Veni Creator, o hino ao Espírito Santo, cantado numa igreja para pedir a Deus que acompanhe o ano novo. Só uma plenária pode ser ganha a cada dia (norma 18, § 1), mas as duas caem em dias diferentes. Qualquer indulgência, além disso, pode ser oferecida pelos que já morreram (norma 3).

Como rezar o Te Deum sozinho ou em família

2 min de leituraO Te Deum leva poucos minutos e não pede nada além do texto.

O Te Deum leva poucos minutos e não pede nada além do texto. Um jeito simples:

  1. Diga a Deus o motivo. Antes de começar, lembre por que você quer agradecer: o ano que termina, uma cura, um nascimento, um exame, um aniversário de casamento, uma graça que chegou depois de muito pedir. O hino agradece por tudo, mas reza melhor quem chega sabendo o que quer agradecer.
  2. Em dois coros. É o jeito tradicional: um lado reza um verso, o outro responde com o seguinte. Em família, os adultos de um lado e as crianças do outro. Sozinho, reze devagar, um verso a cada respiração.
  3. Um gesto na súplica. Pelo costume antigo, o hino se canta de pé, e todos se ajoelham no verso “Por isso vos suplicamos” (em latim, Te ergo quǽsumus). Em casa, uma pausa ou uma inclinação de cabeça nesse verso já marca a passagem do louvor ao pedido.
  4. Com crianças pequenas. Pode parar em “na glória eterna”, porque a parte final é opcional. Explique antes duas palavras: querubins e serafins são anjos, e o Paráclito é o Espírito Santo.
  5. Para fechar. Um Pai-Nosso rezado junto, ou um minuto de silêncio.

Quando rezar. Aos domingos, se você reza a Liturgia das Horas. No fim de um ano, de um curso, de um trabalho. No aniversário, na formatura, nas bodas, na volta para casa depois de uma doença. Para agradecer com as suas próprias palavras, há a oração de agradecimento; com as palavras de Nossa Senhora, o Magnificat.

No app AngelGuard, o Te Deum também pode ser rezado em áudio guiado: uma oração de uns quinze minutos que conta a história do hino e o reza parte por parte, em outra tradução portuguesa, com o começo e o fim em latim.

O Te Deum cantado: gregoriano, grandes compositores e as paróquias

1 min de leituraO Te Deum tem praticamente uma só melodia gregoriana, que varia de um manuscrito para outro.

O canto gregoriano. O Te Deum tem praticamente uma só melodia gregoriana, que varia de um manuscrito para outro. A edição oficial, no Gradual Vaticano de 1908, traz essa melodia em duas formas: uma solene e outra mais simples, “segundo o costume romano” (Enciclopédia Católica, 1912).

Coro e orquestra. Muitos compositores musicaram o hino. Palestrina trabalhou sobre a melodia gregoriana; Händel escreveu os Te Deum de Utrecht e de Dettingen; Berlioz compôs um para dois coros, orquestra e órgão. O Brasil tem o seu: José Maurício Nunes Garcia (1767-1830) escreveu em 1799 um Te Deum em ré para coro e orquestra, que tem hoje edição moderna.

Nas paróquias do Brasil. Muitas comunidades cantam a versão métrica da Liturgia das Horas, com melodias de vários compositores, e há canções que adaptam o hino livremente. Essas letras têm direitos autorais e não estão nesta página. A tradução do alto é nossa, fiel ao latim verso por verso, e por isso não tem rima nem métrica de canto: é para rezar e entender.

Perguntas

O que significa Te Deum?

“A vós, Deus.” São as duas primeiras palavras em latim do hino, que começa “Te Deum laudamus”, isto é, “A vós, ó Deus, louvamos”. Por isso o hino se chama Te Deum, e por isso também se chama assim a celebração em que ele é cantado.

O que quer dizer laudamus?

“Louvamos.” É o verbo latino laudare, louvar, na forma de “nós”. Da mesma raiz vem o nome das Laudes, a hora de louvor com que a Igreja começa o dia. “Te Deum laudamus” quer dizer “A vós, ó Deus, louvamos”.

Qual é a letra do Te Deum em português?

Começa “A vós, ó Deus, louvamos; a vós proclamamos Senhor” e termina “Em vós, Senhor, esperei: nunca serei decepcionado”. O texto completo, verso por verso, está nesta página, numa tradução do AngelGuard, com o latim no capítulo “O Te Deum em latim”. Nas paróquias também se canta a versão métrica da Liturgia das Horas, que começa “A vós, ó Deus, louvamos, a vós, Senhor, cantamos”.

Quando se reza o Te Deum?

Na Liturgia das Horas, depois da segunda leitura do Ofício das Leituras, aos domingos fora da Quaresma, nas oitavas da Páscoa e do Natal e nas solenidades e festas. De modo solene, no último dia do ano e nas grandes ações de graças. E em casa, sempre que houver um motivo para agradecer.

O Te Deum dá indulgência plenária?

Dá, uma vez por ano: no último dia do ano, a quem toma parte com devoção do Te Deum cantado ou recitado solenemente numa igreja ou num oratório, em agradecimento pelo ano, e cumpre as condições de sempre: confissão, comunhão, oração pelo Papa e nenhum apego ao pecado. Nos outros dias, de manhã, à noite, no serviço ou à mesa, o Te Deum rezado em latim ou numa versão aprovada traz indulgência parcial.

Como é o Te Deum em latim?

Começa “Te Deum laudamus: te Dominum confitemur” e termina “In te, Domine, speravi: non confundar in aeternum”. O texto latino completo, como a Santa Sé o imprime para o 31 de dezembro, está nesta página, no capítulo “O Te Deum em latim”; cada linha corresponde a um verso da tradução.

Quem escreveu o Te Deum?

Não se sabe com certeza. Uma lenda antiga atribui o hino a Santo Ambrósio e Santo Agostinho, no batismo de Agostinho, em 387, mas os estudiosos não a aceitam. Muitos o atribuem a Nicetas, bispo de Remesiana, que morreu por volta de 414, e outros discordam. O certo é que no século VI ele já era cantado nos mosteiros.

Posso rezar o Te Deum sozinho, em casa?

Pode, a qualquer hora, em português ou em latim, e é um bom costume para os dias de agradecimento. Sozinho, reze devagar, verso por verso; em família, em dois coros. A plenária de 31 de dezembro pede uma igreja ou um oratório; em casa, com uma versão aprovada e rezado ao começar ou encerrar o dia, o trabalho ou uma refeição, o Te Deum traz indulgência parcial.