
Oração
Terço da libertação: como rezar, passo a passo, e de onde ele vem
O terço da libertação com as suas invocações, o passo a passo nas contas do terço, como rezá-lo por outra pessoa e a sua origem na Renovação Carismática brasileira
O terço da libertação é rezado nas contas de um terço comum. No crucifixo se reza o Creio; nas contas grandes se diz “Se Jesus me libertar, serei verdadeiramente livre!”; em cada conta pequena, “Jesus tem piedade de mim! Jesus cura-me! Jesus salva-me! Jesus liberta-me!”; e no fim se reza a Salve Rainha. É uma devoção brasileira, composta por Regis Castro, da Comunidade Católica Jesus Te Ama, a partir do Evangelho de São João (Jo 8,36). No AngelGuard você encontra o passo a passo, as formas para rezar por outra pessoa e a história da devoção.
Início – Creio em Deus Pai
Nas contas grandes:
Se Jesus me libertar, serei verdadeiramente livre!
Nas contas menores:
Jesus tem piedade de mim!
Jesus cura-me!
Jesus salva-me!
Jesus liberta-me!
Final – Salve Rainha
Terço da libertação como o ensina o blog “Livres de todo mal”, da Canção Nova; devoção composta por Regis Castro, da Comunidade Católica Jesus Te Ama (Campinas).
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Como rezar o terço da libertação, passo a passo
2 min de leituraVocê só precisa de um terço comum, o mesmo do terço de Nossa Senhora.
Você só precisa de um terço comum, o mesmo do terço de Nossa Senhora. O que muda são as palavras rezadas em cada conta. A Comunidade Jesus Te Ama, onde a devoção nasceu, sugere rezar cada vez por uma intenção.
- Faça o sinal da cruz e diga a Deus, em poucas palavras, a intenção deste terço.
- No crucifixo, reze o Creio.
- Na primeira conta grande, depois do crucifixo, diga: “Se Jesus me libertar, serei verdadeiramente livre!”. Nas três contas pequenas que vêm em seguida, reze as invocações das contas menores, como explica a própria comunidade a quem pergunta pelo começo do terço.
- Em cada dezena, na conta grande: “Se Jesus me libertar, serei verdadeiramente livre!”. Em cada uma das dez contas pequenas: “Jesus tem piedade de mim! Jesus cura-me! Jesus salva-me! Jesus liberta-me!”.
- Depois das cinco dezenas, reze a Salve Rainha e termine com o sinal da cruz.
Leva mais ou menos o tempo de um terço comum. Reze sem pressa: a repetição não é para contar, é para deixar o nome de Jesus descer da boca para o coração.
No plural. Para rezar em grupo ou pela família, a mesma fonte traz a forma “Se Jesus nos libertar, nós seremos verdadeiramente livres!” e, nas contas menores, “Jesus tem piedade de nós! Jesus cura-nos! Jesus salva-nos! Jesus liberta-nos!”.
Terço da libertação por outra pessoa
2 min de leituraMuita gente reza este terço por um filho, um marido, uma irmã.
Muita gente reza este terço por um filho, um marido, uma irmã. Para isso, diga o nome da pessoa nas invocações. Na forma publicada pela Canção Nova, nas contas grandes: “Se Jesus libertar (nome), ele/ela será verdadeiramente livre!”; e nas contas menores: “Jesus tende piedade de (nome)! Jesus cura (nome)! Jesus salva (nome)! Jesus liberta (nome)!”.
Rezar por outra pessoa é interceder: pedir a Jesus por ela, como fizeram os amigos que levaram o paralítico até ele. Não é tomar o lugar da liberdade dela. Deus não força ninguém; ele bate à porta, e a oração de quem ama ajuda essa porta a se abrir. Se quiser começar o terço com uma oração pela pessoa, pode usar esta:
Senhor Jesus, eu vos apresento (diga o nome)
e coloco este terço nas vossas mãos por ela.
Vós conheceis o que a prende e o que a machuca.
Olhai para ela com misericórdia,
curai o que precisa de cura
e livrai-a de todo mal.
Que ela vos encontre e seja livre de verdade.
Nossa Senhora, rogai por ela.
Amém.
Intercessão não dispensa o cuidado concreto. Se a pessoa está doente, dependente ou em perigo, reze e ajude: converse, acompanhe, procure junto com ela um profissional de saúde e a paróquia. A oração dá força para isso, não licença para esperar sem fazer nada.
De onde vem o terço da libertação
2 min de leituraO terço da libertação não é uma oração antiga nem um texto oficial da Igreja.
O terço da libertação não é uma oração antiga nem um texto oficial da Igreja. É uma devoção brasileira, nascida na Renovação Carismática Católica, e tem autor conhecido.
Regis Castro e a Comunidade Jesus Te Ama. Em 20 de fevereiro de 1984, Regis e Maïsa Castro, casados, fundaram a Comunidade Católica de Aliança Jesus Te Ama, depois de um curso preparatório com o Padre Eduardo Dougherty, jesuíta. A comunidade está presente na Arquidiocese de Campinas (SP). O casal fez parte do primeiro Conselho Nacional da Renovação Carismática Católica do Brasil e pregou por muitos anos em grupos de oração, no rádio (“Programa de Rádio Jesus te Ama”) e na televisão (“Raboni e Você”, na Rede Vida).
Como nasceu. Segundo a comunidade, um dos textos que mais inspiravam as pregações de Regis era o capítulo 8 do Evangelho de São João, com a frase de Jesus sobre a liberdade. Dali vieram as invocações que ele repetia nas pregações: “Jesus tem piedade de nós! Só Jesus cura! Só Jesus salva! Só Jesus liberta!”. Numa madrugada de oração, ele sentiu que devia reunir essas invocações num terço. Depois, com a esposa, escreveu o livro Terço da Libertação, com a base bíblica da devoção, para que quem a rezasse não a reduzisse a uma fórmula mágica, como diz o relato de origem publicado no site do terço. O livro teve muitas edições, e a devoção se espalhou pelo Brasil pela televisão, pelos grupos de oração e de mão em mão.
E a Igreja? Devoções como esta fazem parte da religiosidade popular. O Catecismo ensina que essas formas de piedade prolongam a vida litúrgica da Igreja, mas não a substituem, e que a prática delas está sujeita ao discernimento e ao cuidado dos bispos (CIC 1675-1676). Ninguém é obrigado a rezar o terço da libertação, e ele não tem promessas oficiais. Rezado com fé, é uma forma simples de invocar o nome de Jesus.
A Palavra de Deus em cada invocação
2 min de leitura“Se Jesus me libertar, serei verdadeiramente livre!”
“Se Jesus me libertar, serei verdadeiramente livre!” É a frase de Jesus em Jo 8,36, trazida para a primeira pessoa. Na tradução do Padre Figueiredo, o Evangelho diz: “assim que se o Filho vos livrar, sereis verdadeiramente livres”. Pouco antes, Jesus explica de que escravidão fala: “todo o que comete pecado, é escravo do pecado” (Jo 8,34), e promete: “conhecereis a verdade, e a verdade vos livrará” (Jo 8,32). A liberdade que o terço pede é, antes de tudo, a liberdade do pecado.
“Jesus tem piedade de mim!” É o grito do cego de Jericó à beira do caminho: “Jesus Filho de David, tem misericórdia de mim” (Mc 10,47). Quanto mais o mandavam calar, mais alto ele gritava, e Jesus parou.
“Jesus cura-me!” Lembra o leproso que se prostrou diante de Jesus: “Se tu queres, Senhor, bem me podes alimpar” (Mt 8,2). Jesus quis, e o tocou.
“Jesus salva-me! Jesus liberta-me!” O nome de Jesus quer dizer “Deus salva”. O Catecismo ensina que rezar “Jesus” é invocá-lo, chamá-lo a nós, e que a invocação do santo nome de Jesus é o caminho mais simples da oração contínua (CIC 2666, 2668). A Igreja do Oriente e do Ocidente conhece há séculos essa oração curta e repetida, como a Oração de Jesus: “Jesus, Cristo, Filho de Deus, Senhor, tende piedade de nós, pecadores!” (CIC 2667). O terço da libertação é uma forma brasileira dessa mesma sabedoria.
Quando rezar e como terminar
1 min de leituraNão há dia nem hora marcados.
Não há dia nem hora marcados. O terço da libertação costuma ser rezado:
- numa fase difícil, quando um vício, um medo ou uma tristeza parecem não ter saída;
- antes de uma confissão, para pedir a coragem de dizer tudo e a graça de recomeçar;
- por alguém da família, dizendo o nome da pessoa nas invocações;
- à noite, quando o silêncio da casa deixa a oração mais fácil e o cansaço pede frases curtas.
Quem nunca conseguiu manter uma vida de oração muitas vezes começa por aqui: as frases são poucas e fáceis de guardar de cor, e com o tempo levam ao terço de Nossa Senhora, à Missa e à leitura da Bíblia. Depois da Salve Rainha, você pode fechar o terço entregando a intenção a Deus com estas palavras:
Senhor Jesus, eu vos entrego a intenção deste terço.
Fazei o que for melhor, no vosso tempo e do vosso jeito.
Dai-me paz enquanto espero
e um coração livre para vos seguir.
Amém.
Se o terço for rezado em grupo, uma pessoa pode puxar as invocações e os outros repeti-las, ou todos rezarem juntos. Não há forma obrigatória.
O que o terço da libertação não é
2 min de leituraNão é um exorcismo.
Não é um exorcismo. Todas as invocações são pedidos a Jesus; nenhuma fala com o demônio nem lhe dá ordens. É assim que um leigo reza por libertação. O exorcismo propriamente dito só pode ser feito por um padre com licença do bispo (CIC 1673; Código de Direito Canônico, cân. 1172). Se você suspeita de algo mais grave, procure o padre da sua paróquia. Veja também a página sobre a oração de libertação.
Não é uma fórmula mágica. A própria comunidade e várias páginas destacam que o nome de Jesus é repetido 206 vezes neste terço. O número não é o que importa: atribuir eficácia só às palavras de uma oração, independentemente das disposições do coração, é superstição (CIC 2111). Os testemunhos de graças recebidas são motivo de gratidão, não garantias.
Não substitui os sacramentos. A libertação mais concreta que Jesus oferece passa pela Confissão e pela Eucaristia. Se o terço despertar em você o desejo de se confessar, ele já cumpriu a sua função. Veja o Ato de Contrição.
Não substitui o médico. Ansiedade, depressão, dependência e outros sofrimentos da mente pedem tratamento. A Igreja lembra que as doenças, sobretudo psíquicas, dependem da ciência médica (CIC 1673). Rezar e se tratar andam juntos.
Não substitui o terço de Nossa Senhora. Ele usa as mesmas contas, mas é outra oração, centrada no nome de Jesus. Termina com a Salve Rainha, entregando a intenção a Maria. Quem reza o rosário não precisa trocá-lo; pode rezar os dois. Da mesma família de “terços” de invocações curtas é o Terço da Misericórdia.
Perguntas
Como se reza o terço da libertação?
Com um terço comum: no crucifixo, reze o Creio; em cada conta grande, diga “Se Jesus me libertar, serei verdadeiramente livre!”; em cada conta pequena, “Jesus tem piedade de mim! Jesus cura-me! Jesus salva-me! Jesus liberta-me!”. Depois das cinco dezenas, reze a Salve Rainha. Recomenda-se rezar cada terço por uma única intenção.
Quem criou o terço da libertação?
Regis Castro, que em 1984 fundou com a esposa, Maïsa, a Comunidade Católica de Aliança Jesus Te Ama, presente na Arquidiocese de Campinas. Segundo a comunidade, ele compôs o terço a partir das invocações que repetia nas pregações da Renovação Carismática, inspiradas no Evangelho de São João (Jo 8,36).
O terço da libertação é da Igreja Católica?
É uma devoção católica, nascida na Renovação Carismática brasileira, mas não é um texto oficial da Igreja nem faz parte da liturgia. Como toda devoção popular, ela é livre: ninguém é obrigado a rezá-la, e a sua prática fica sob o discernimento dos bispos (Catecismo, n. 1676). As invocações são pedidos a Jesus, em sintonia com a fé da Igreja.
Posso rezar o terço da libertação por outra pessoa?
Sim. Diga o nome dela nas invocações: “Se Jesus libertar (nome), ele/ela será verdadeiramente livre!” e “Jesus tende piedade de (nome)! Jesus cura (nome)! Jesus salva (nome)! Jesus liberta (nome)!”. É uma forma de interceder por ela, sem tirar a liberdade dela.
Quantos dias devo rezar o terço da libertação?
Não há número de dias exigido. Há quem o reze todos os dias durante uma fase difícil, e há quem faça dele uma novena, por nove dias seguidos. O que importa é a perseverança e a confiança, não a contagem: nenhuma quantidade de terços obriga Deus a um resultado.
Qual a diferença entre o terço da libertação e o terço de Nossa Senhora?
Os dois usam as mesmas contas. No terço de Nossa Senhora se rezam o Pai Nosso, as Ave-Marias e o Glória, meditando os mistérios da vida de Jesus e de Maria. No terço da libertação, as contas levam invocações curtas ao nome de Jesus, e só no fim se reza a Salve Rainha.





