Jesus de olhos baixos e coroa de espinhos, mostrando com as mãos o Coração em chamas, cercado de espinhos e com uma cruz no alto, sobre um fundo azul-escuro

Oração

Oração ao Sagrado Coração de Jesus: a consagração completa

A oração ao Sagrado Coração de Jesus mais conhecida é a consagração de Santa Margarida Maria Alacoque.

Eu, N., me dou e consagro ao Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo

a minha pessoa e a minha vida, as minhas ações, penas e sofrimentos,

para não querer mais servir-me de nenhuma parte do meu ser

senão para o honrar, amar e glorificar.

Esta é a minha vontade irrevogável:

pertencer-lhe por inteiro e fazer tudo por seu amor,

renunciando de todo o coração a tudo o que lhe possa desagradar.

Eu vos tomo, pois, ó Sagrado Coração,

como o único objeto do meu amor,

o protetor da minha vida, a segurança da minha salvação,

o remédio da minha fragilidade e da minha inconstância,

o reparador de todas as faltas da minha vida

e o meu refúgio seguro na hora da minha morte.

Sede, pois, ó Coração de bondade, a minha justificação diante de Deus, vosso Pai,

e afastai de mim os dardos da sua justa ira.

Ó Coração de amor, ponho toda a minha confiança em vós,

porque tudo temo da minha malícia e da minha fraqueza,

mas tudo espero da vossa bondade.

Consumi, pois, em mim tudo o que vos possa desagradar ou resistir.

Que o vosso puro amor se imprima tão fundo no meu coração

que eu nunca vos possa esquecer nem me separar de vós.

Eu vos suplico, por toda a vossa bondade, que o meu nome fique escrito em vós,

pois quero pôr toda a minha felicidade e toda a minha glória

em viver e morrer como quem pertence inteiramente a vós.

Amém.

Tradução AngelGuard da consagração ao Sagrado Coração de Santa Margarida Maria Alacoque, sobre o texto francês que publica o Santuário do Sagrado Coração de Paray-le-Monial.

A oração ao Sagrado Coração de Jesus mais conhecida é a consagração de Santa Margarida Maria Alacoque. Ela começa “Eu, N., me dou e consagro ao Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo” e entrega a Ele a sua vida inteira, com as ações, as penas e os sofrimentos. A Igreja considera a consagração pessoal a principal prática desta devoção. No AngelGuard você reza o texto completo, numa tradução nossa do francês da santa, com o sentido de cada frase, as primeiras sextas-feiras, as doze promessas explicadas com honestidade e um jeito simples de consagrar a sua família.

Aprofundar

A consagração de Santa Margarida Maria, frase por frase

2 min de leituraA oração acima é a consagração escrita por Santa Margarida Maria Alacoque, a religiosa a quem Jesus mostrou o seu Coração em Paray-le-Monial, na França, entre 1673 e 1675.

A oração acima é a consagração escrita por Santa Margarida Maria Alacoque, a religiosa a quem Jesus mostrou o seu Coração em Paray-le-Monial, na França, entre 1673 e 1675. Ela mesma a copiava à mão e a mandava a outras religiosas, junto com estampas do Sagrado Coração, e foi impressa pela primeira vez ainda em vida dela, em 1686. O texto que você leu é uma tradução feita para esta página, sobre o francês da santa.

“Eu, N., me dou e consagro.” No lugar do N. vai o seu nome. Consagrar-se é entregar-se a Deus por inteiro, como quem assina embaixo com o próprio nome. Não é um formulário: é uma decisão de amor.

“As minhas ações, penas e sofrimentos.” Não se entrega só o que é bonito. O que dói também vai para as mãos de Jesus, e deixa de ser um peso sem sentido para se unir ao dele. É o mesmo espírito do oferecimento do dia que você encontra na oração da manhã.

“Eu vos tomo, pois, ó Sagrado Coração.” Aqui a oração muda de tom: deixa de falar de Jesus e passa a falar com Ele. Dá ao seu Coração sete nomes: objeto do meu amor, protetor da minha vida, segurança da minha salvação, remédio da minha fragilidade, reparador das minhas faltas, refúgio na hora da morte e justificação diante do Pai. Cada um pode ser rezado devagar, como uma pequena ladainha.

“Afastai de mim os dardos da sua justa ira.” É linguagem do século XVII e pode assustar quem já chega carregando culpa. Leia assim: não rezamos para acalmar um Deus zangado, mas para nos esconder no Coração que já carregou os nossos pecados. O que a frase confessa é que Jesus é a nossa justificação: pelo seu Coração traspassado, o Pai nos perdoa e nos faz novos.

“Tudo temo da minha malícia e da minha fraqueza, mas tudo espero da vossa bondade.” Talvez seja a linha mais consoladora. Ela não pede que você se sinta forte; pede que olhe a sua fraqueza sem medo, porque a esperança não está em você.

“Como quem pertence inteiramente a vós.” A santa escreveu “na qualidade de vossa escrava”: era assim que se dizia, na época dela, o amor que não guarda nada para si. Traduzimos de modo que homens e mulheres rezem com as mesmas palavras, sem mudar o que a frase diz: ser inteiramente de Cristo.

De onde vem: Paray-le-Monial, 1673-1675

3 min de leituraSanta Margarida Maria Alacoque nasceu em 22 de julho de 1647, em L’Hautecour, na Borgonha, e entrou em 1671 no mosteiro da Visitação de Paray-le-Monial.

Santa Margarida Maria Alacoque nasceu em 22 de julho de 1647, em L’Hautecour, na Borgonha, e entrou em 1671 no mosteiro da Visitação de Paray-le-Monial. Ali, entre o fim de dezembro de 1673 e junho de 1675, contou ter recebido aparições em que Jesus lhe mostrava o seu Coração, que tanto amou as pessoas e tão pouco amor recebia em troca, e lhe pedia que esse amor fosse conhecido e honrado. Dela vem a forma da devoção que o Brasil conhece: a imagem do Coração em chamas, as primeiras sextas-feiras, a festa em junho.

Não foi fácil. As suas revelações encontraram dúvida e oposição, e o grande apoio que ela teve foi o jesuíta São Cláudio de La Colombière, seu diretor espiritual. Margarida Maria morreu em 17 de outubro de 1690. Pio IX a beatificou em 1864, e Bento XV a canonizou em 13 de maio de 1920. A Igreja a celebra em 16 de outubro.

A devoção, porém, é mais antiga que ela. Nasce do lado de Cristo aberto pela lança na cruz (Jo 19,34) e do Jesus que se apresenta como manso e humilde de coração (Mt 11,29). O Catecismo explica que Jesus nos amou a todos com um coração humano, e que por isso o seu Coração traspassado é o grande sinal e símbolo desse amor (Catecismo da Igreja Católica, CIC 478). Pio XII ensinou que este culto não deve a sua origem a revelações privadas, mas ao próprio Evangelho (Haurietis aquas, n. 52), e o Papa Francisco lembra que ninguém é obrigado a crer nas visões dos santos como se fossem a Palavra de Deus, embora possam fazer muito bem (Dilexit nos, n. 83).

Você talvez conheça outra consagração, mais longa e rezada em comunidade, que começa “Dulcíssimo Jesus, Redentor do gênero humano”. É o ato de consagração do gênero humano ao Sagrado Coração, que o Papa Leão XIII mandou rezar na igreja principal de cada cidade e povoado em 11 de junho de 1899, ao publicar a encíclica Annum sacrum. O pedido chegou a ele de Portugal: a Beata Maria do Divino Coração, superiora das Irmãs do Bom Pastor no Porto, escreveu-lhe pedindo, em nome de Jesus, a consagração do mundo, e morreu três dias antes dela, em 8 de junho de 1899. Pio XI mandou renovar esse ato todos os anos na festa de Cristo Rei (Quas primas, n. 28). São duas orações irmãs: a de Leão XIII consagra o mundo; a de Santa Margarida Maria consagra você.

O sentido da consagração: pertencer a quem nos amou primeiro

2 min de leituraConsagrar-se ao Sagrado Coração não é fazer um contrato com Deus nem prometer que nunca mais vai errar.

Consagrar-se ao Sagrado Coração não é fazer um contrato com Deus nem prometer que nunca mais vai errar. É reconhecer, com palavras e de livre vontade, que a sua vida inteira pertence a Cristo, que a amou primeiro. Pio XI disse que a consagração é a principal entre todas as práticas desta devoção, como lembra o Diretório sobre a piedade popular e a liturgia (n. 171).

O Coração de Jesus não é um enfeite da imagem. Na Bíblia, o coração é o centro da pessoa: onde ela decide, ama e sofre. Quando a Igreja venera o Coração de Cristo, venera a pessoa inteira do Filho de Deus, que amou até o fim. O Papa Francisco dedicou a isso a encíclica Dilexit nos (“Ele nos amou”), de 24 de outubro de 2024, um convite a voltar ao Coração de Cristo num mundo que corre sem tempo para amar.

A consagração de Santa Margarida Maria é pessoal: fala na primeira pessoa, do começo ao fim. Ela não pede favores. Entrega tudo, até as faltas e a hora da morte, e só pede uma coisa em troca: que o seu nome fique “escrito” no Coração de Jesus. É a oração de quem já não quer viver para si.

Por isso ela serve para os dias bons e para os ruins. No dia em que tudo vai bem, é ação de graças. No dia em que você se sente fraco ou culpado, a frase do meio é sua: “tudo temo da minha malícia e da minha fraqueza, mas tudo espero da vossa bondade”. E, se você está entre os que se afastaram, ela também é sua: ninguém precisa estar pronto para se entregar a um Coração que nunca se fecha.

As primeiras sextas-feiras e as doze promessas

2 min de leituraAs primeiras sextas-feiras são o costume de se confessar e comungar na primeira sexta-feira de cada mês em honra do Sagrado Coração.

As primeiras sextas-feiras são o costume de se confessar e comungar na primeira sexta-feira de cada mês em honra do Sagrado Coração. Quem faz isso durante nove meses seguidos completa as “nove primeiras sextas-feiras”, ligadas a uma promessa que Santa Margarida Maria disse ter ouvido de Jesus.

Bento XV registrou essa “grande promessa” na bula de canonização da santa, Ecclesiae consuetudo, de 1920: a quem comungasse na primeira sexta-feira de nove meses seguidos, o amor do Coração de Jesus concederia a graça da penitência final, para que não morressem longe dele nem sem os sacramentos, e esse Coração seria o seu refúgio seguro na última hora.

É preciso ler isso com a fé da Igreja. O Diretório sobre a piedade popular e a liturgia pede que essas práticas não se transformem numa confiança vazia, que esquece a conversão e a vida segundo o Evangelho (n. 171). As nove sextas-feiras não são um bilhete de entrada nem uma garantia automática: são nove encontros com Cristo na Confissão e na Eucaristia, que vão mudando o coração. Para comungar é preciso estar na graça de Deus, e quem tem consciência de pecado grave se confessa antes (CIC 1385). O ato de contrição ajuda a preparar a confissão. E, se numa sexta-feira você não puder comungar, a comunhão espiritual une você a Jesus enquanto isso.

E as doze promessas? Você já deve ter visto num santinho: paz nas famílias, consolo nas aflições, refúgio na hora da morte, bênção sobre os trabalhos, e assim por diante. São frases tiradas de várias cartas de Santa Margarida Maria, mas a lista numerada não foi escrita por ela: foi organizada no século XIX e espalhada em santinhos pelo mundo inteiro. São revelações privadas, ligadas a condições como a Confissão, a Comunhão e uma vida de conversão. A Igreja recomenda a devoção, mas não obriga ninguém a crer nelas, e nenhuma funciona como garantia. Leia-as como um retrato do que Jesus deseja dar a quem confia nele.

Se um mês você esqueceu a sexta-feira, comece de novo, sem angústia: Jesus não faz a conta para fechar a porta. E se alguém que você ama morreu sem os sacramentos, a promessa não tira a sua esperança. Ela diz o que o Coração de Jesus quer dar a quem o procura; não põe limites à sua misericórdia. A esse Coração você pode confiar quem partiu.

Junho, mês do Sagrado Coração, e a festa

2 min de leituraA Igreja celebra a solenidade do Sagrado Coração de Jesus na sexta-feira depois do segundo domingo após Pentecostes, ou seja, oito dias depois de Corpus Christi.

A Igreja celebra a solenidade do Sagrado Coração de Jesus na sexta-feira depois do segundo domingo após Pentecostes, ou seja, oito dias depois de Corpus Christi. Em 2027 ela cai em 4 de junho. O mês inteiro de junho é dedicado ao Sagrado Coração. No Brasil, ele divide o calendário com as festas juninas de Santo Antônio, São João e São Pedro: entre uma quermesse e outra, é um bom mês para rezar a consagração todos os dias, de preferência diante da imagem da sua casa.

A festa tem história. O Beato Pio IX a estendeu à Igreja inteira em 1856. Leão XIII consagrou o gênero humano ao Sagrado Coração em 11 de junho de 1899. Pio XII escreveu a encíclica Haurietis aquas em 1956, no centenário da festa, e o Papa Francisco escreveu Dilexit nos em 2024.

No Brasil, quem mais espalhou a devoção foi o Apostolado da Oração, nascido na França em 1844 entre os jesuítas. Ele começou no Recife em 1867 e, a partir de 1871, foi levado a muitas paróquias pelo jesuíta Pe. Bartolomeu Taddei, a partir de Itu, em São Paulo. Em 1971, São Paulo VI escreveu ao Apostolado da Oração do Brasil para celebrar o centenário da sua fundação. Dele vem o costume de oferecer o dia ao Sagrado Coração logo de manhã.

Além de junho, há duas datas boas para renovar a consagração: as primeiras sextas-feiras de cada mês e o aniversário do dia em que você ou a sua família se consagraram. E no fim do ano litúrgico, na solenidade de Cristo Rei (em 2026, no dia 22 de novembro), é o ato de Leão XIII que se renova, e a Igreja concede indulgência plenária, nas condições de costume, a quem o reza publicamente nesse dia (Enchiridion indulgentiarum, concessão 2).

Como se consagrar e consagrar a sua família

3 min de leituraSozinho.

Sozinho. Reze a consagração devagar, de preferência diante de uma imagem do Sagrado Coração ou do sacrário. Diga o seu nome no lugar do N. Pare em “Eu vos tomo, pois, ó Sagrado Coração” e escolha um dos sete nomes que mais fala com você hoje. Você também pode escrevê-la à mão, com a data, e guardá-la na Bíblia ou atrás da imagem, como a própria santa fazia com as cópias que mandava.

Nas primeiras sextas-feiras. Depois da Comunhão, a consagração é uma boa ação de graças. Você também pode rezá-la no fim do terço desse dia.

Com a jaculatória. No dia a dia, a oração mais curta é “Sagrado Coração de Jesus, eu confio em vós”. A Igreja a guarda em latim, Cor Iesu, in te confido, entre as invocações do seu livro de indulgências. Ela não é a mesma frase de “Jesus, eu confio em vós”, escrita na imagem de Jesus Misericordioso e ligada a Santa Faustina e ao Terço da Misericórdia: as duas dizem a mesma confiança, cada uma com a sua história. Outra jaculatória antiga nasce de Mt 11,29: “Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao vosso.”

Com a família. Consagrar a família ao Sagrado Coração, a chamada entronização, é colocar a imagem dele num lugar de honra da casa e, todos reunidos, entregar o lar a Ele. Se puder, peça a um padre ou a um diácono que abençoe a imagem e conduza o momento; se não, a família pode fazer sozinha. Reúnam todos, também as crianças, rezem o Creio, leiam um trecho do Evangelho (por exemplo, Jo 19,31-37 ou Mt 11,25-30), coloquem a imagem no lugar escolhido e digam juntos:

Sagrado Coração de Jesus,

hoje vos recebemos nesta casa

e vos reconhecemos como Rei e amigo desta família.

Nós vos consagramos o nosso lar e cada um de nós:

N., N. e N.,

os que estão aqui, os que moram longe

e os que já partiram para junto de vós.

Ficai conosco nas alegrias e nas tristezas,

na mesa do domingo e no trabalho de cada dia,

na saúde e na doença.

Ensinai-nos a perdoar e a amar como vós nos amais.

Que ninguém saia desta casa sem a vossa bênção

nem volte a ela sem encontrar a vossa paz.

Sagrado Coração de Jesus, nós confiamos em vós.

Amém.

Esta consagração da família é um texto nosso, escrito para esta página. Ela não é uma das fórmulas aprovadas a que a Igreja liga a indulgência plenária no dia em que uma família se consagra pela primeira vez ao Sagrado Coração (Enchiridion indulgentiarum, concessão 1); se a sua paróquia tiver uma, use a da paróquia. Depois, escrevam a data e o nome de todos atrás do quadro e renovem a consagração todo ano, no aniversário ou na festa do Sagrado Coração.

Perguntas

Qual a oração ao Sagrado Coração de Jesus?

A mais conhecida é a consagração de Santa Margarida Maria Alacoque, que começa “Eu, N., me dou e consagro ao Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo”. Com ela você entrega a Cristo a sua vida, as suas ações e as suas penas. Está completa no alto desta página. No dia a dia, a oração mais curta é “Sagrado Coração de Jesus, eu confio em vós”.

Quais são as promessas do Sagrado Coração?

São doze frases tiradas das cartas de Santa Margarida Maria, como paz nas famílias, consolo nas aflições e refúgio na hora da morte, mais a “grande promessa” das nove primeiras sextas-feiras. São revelações privadas: a Igreja recomenda a devoção, mas não obriga ninguém a crer nelas, e elas supõem Confissão, Comunhão e conversão. Nenhuma é garantia automática.

Como consagrar a família ao Sagrado Coração?

Coloque uma imagem do Sagrado Coração num lugar de honra da casa, reúna a família, rezem o Creio, leiam um trecho do Evangelho e façam juntos uma oração de consagração. Se possível, um padre ou diácono abençoa a imagem e conduz o momento. Renove a consagração todo ano.

Qual a diferença entre esta consagração e a de Leão XIII?

A de Santa Margarida Maria, do século XVII, é pessoal: “Eu, N., me dou e consagro”. A de Leão XIII, de 1899, começa “Dulcíssimo Jesus, Redentor do gênero humano” e consagra o mundo inteiro ao Sagrado Coração; é rezada em comunidade, sobretudo na festa de Cristo Rei.

Quando é a festa do Sagrado Coração de Jesus?

Na sexta-feira depois do segundo domingo após Pentecostes, oito dias depois de Corpus Christi. Em 2027, cai em 4 de junho. O mês de junho inteiro é dedicado ao Sagrado Coração.

O que são as nove primeiras sextas-feiras?

É o costume de se confessar e comungar na primeira sexta-feira de nove meses seguidos, em honra do Sagrado Coração, ligado à “grande promessa” feita a Santa Margarida Maria. A Igreja pede que sejam vividas com fé e conversão, não como uma garantia (Diretório sobre a piedade popular e a liturgia, n. 171).

“Sagrado Coração de Jesus, eu confio em vós” e “Jesus, eu confio em vós” são a mesma oração?

Não. A primeira é a jaculatória antiga do Sagrado Coração, que a Igreja guarda em latim como “Cor Iesu, in te confido”. A segunda é a frase da imagem de Jesus Misericordioso, ligada a Santa Faustina e ao Terço da Misericórdia. As duas expressam a mesma confiança.

Existe oração ao Sagrado Coração de Jesus que nunca falha?

Nenhuma oração funciona de forma automática, e a Igreja não promete isso de nenhuma: o Catecismo chama de superstição atribuir a eficácia da oração só às palavras, sem as disposições do coração (CIC 2111). O que existe é a confiança no amor de Cristo, a quem você pode entregar qualquer necessidade.