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Oração de quebra de maldição: em Cristo, nenhuma maldição tem a última palavra
A oração de quebra de maldição pede a Jesus Cristo que livre você e a sua família das correntes do pecado, do medo e das feridas antigas
Uma oração de quebra de maldição é um pedido a Jesus Cristo para que livre você e a sua família de tudo o que pesa sobre vocês: o pecado que se repete de pais para filhos, o medo, as mágoas antigas, o envolvimento com o ocultismo.
Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.
Senhor Jesus, venho diante de Ti trazendo mais do que a minha própria história.
Trago a história do meu pai, da minha mãe, do meu avô, da minha avó: os erros que se repetem, as feridas, os pecados calados, a dor que nunca sarou.
Tudo isso chegou até mim sem que eu escolhesse.
Mas, pelo profeta Ezequiel, Tu me ensinas que o filho não carrega a culpa do pai.
São Paulo escreve, na Carta aos Gálatas, no capítulo três: “Cristo nos remiu da maldição da lei, feito ele mesmo maldição por nós.”
Tu nos resgataste, Senhor.
Por isso, esta noite, diante de Ti, renovo as promessas do meu Batismo: renuncio ao pecado, a Satanás e a todas as suas obras.
Renuncio a toda prática oculta: às consultas a videntes, aos feitiços e a toda consagração feita por mim ou em meu nome a qualquer poder que não seja Deus.
Renuncio às juras de vingança feitas num momento de amargura.
Aos caminhos de medo, de vício, de rancor, de violência e de desespero, que viraram costume, depois jeito de ser, e por fim correntes.
Renuncio ao vício que tanto machucou a minha família.
Pelo Teu precioso Sangue, Senhor Jesus, quebra essa corrente em mim.
Que, por mim, ela não passe para a próxima geração.
Renuncio ao medo que não vem de Ti.
Tanta gente na minha família carregou esse medo.
A preocupação, a ansiedade, aquele aperto no peito que nunca passa.
Pelo Teu precioso Sangue, Senhor, quebra essa corrente em mim.
Renuncio ao rancor.
As mágoas guardadas por décadas, os laços rompidos que ninguém refez, o perdão que nunca foi oferecido.
Pelo Teu precioso Sangue, Senhor, quebra essa corrente em mim.
Renuncio à mentira da escassez.
Não falo só de dinheiro, mas daquela pobreza da alma que vive repetindo: “Nunca é suficiente.
Eu nunca sou suficiente.
Eu nunca vou ter o suficiente.”
Pelo Teu precioso Sangue, Senhor, quebra essa corrente em mim.
Renuncio a toda forma de abuso, de violência, de manipulação e de controle que já passou pela minha família.
Pelo Teu precioso Sangue, Senhor, quebra essa corrente em mim.
Renuncio às mentiras que ouvi sobre mim na infância, a toda palavra que contradiz a Tua verdade.
Os apelidos cruéis, os rótulos que colaram em mim, as sentenças que alguém deu sobre o meu futuro.
Nada disso tem a última palavra.
Só a Tua voz diz quem eu sou.
Senhor, eu perdoo os meus pais pelo mal que me fizeram, por querer ou sem querer.
Perdoo os meus avós.
Perdoo todos os que vieram antes de mim e me deixaram de herança as suas feridas.
Eu os entrego a Ti, justo Juiz, rico em misericórdia.
Pelos que já partiram, eu Te peço: purifica as suas almas e dá a eles o descanso eterno.
E, Senhor, onde abundou o pecado, faz superabundar a Tua graça.
Onde houve vício, que venha a sobriedade.
Onde houve medo, que venha a coragem.
Onde houve amargura, que venha o amor.
Onde houve falta, que venha a riqueza da alma, ainda que não apareça na conta do banco.
Em Cristo, Senhor, eu sou uma nova criatura.
“Passou o que era velho: notai que tudo se fez novo.”
Segunda Carta aos Coríntios, capítulo cinco, versículo dezessete.
Que a Tua misericórdia, Senhor, alcance os que sofreram antes de mim e os que virão depois: os meus filhos e os filhos dos meus filhos.
De hoje em diante, que esta história seja outra, porque eu pertenço a Ti.
Vou buscar a Tua graça na Confissão e na Eucaristia, e levar a um padre o que ainda me prende.
Em nome de Jesus Cristo, nosso Redentor. Amém.
Texto AngelGuard: a oração “Quebra, Senhor, as correntes” que se ouve no app AngelGuard, com Gálatas 3,13 e 2 Coríntios 5,17 na tradução do Padre Antônio Pereira de Figueiredo; “o filho não carrega a culpa do pai” resume Ezequiel 18,20.
Para um católico, ela nasce de uma certeza: na cruz, Cristo se fez “maldição por nós” (Gl 3,13) e venceu o mal de uma vez para sempre. A Igreja não ensina que os filhos herdem a culpa dos pais; ensina que o Batismo perdoa todo pecado e que as feridas de uma família se curam com a graça, a Confissão, a Eucaristia e a oração. Aqui no AngelGuard você encontra a oração completa, para rezar e também ouvir no app, e o que a Igreja ensina sobre maldição hereditária, feitiço e “trabalho”.
Aprofundar
Cristo se fez maldição por nós: a vitória da cruz
2 min de leituraQuem procura uma oração de quebra de maldição quase sempre carrega um medo concreto: uma sequência de desgraças na família, um vício que passa de pai para filho, uma praga rogada numa briga, a suspeita de um “trabalho”.
Quem procura uma oração de quebra de maldição quase sempre carrega um medo concreto: uma sequência de desgraças na família, um vício que passa de pai para filho, uma praga rogada numa briga, a suspeita de um “trabalho”. A resposta cristã não começa pelo medo. Começa pela cruz.
Gálatas 3,13. São Paulo escreve: “Cristo nos remiu da maldição da lei, feito ele mesmo maldição por nós”. A maldição de que ele fala é a da Lei de Moisés, que pesava sobre quem não conseguia cumpri-la (Gl 3,10). Cristo a tomou sobre si no madeiro, e assim a bênção prometida a Abraão chega a todos pela fé (Gl 3,14). Essa frase está no centro da oração do alto desta página.
Colossenses 2,14-15. Na Carta aos Colossenses, Paulo diz o que aconteceu na cruz com a conta das nossas dívidas e com os poderes do mal. Aqui está o texto na tradução do Padre Antônio Pereira de Figueiredo, feita da Vulgata latina:
14 cancelando a cédula do decreto que havia contra nós, a qual nos era contrária, e a aboliu inteiramente, encravando-a na cruz:
15 e despojando os principados, e potestades, os trouxe confiadamente, triunfando em público deles em si mesmo.
A “cédula” é o título de uma dívida, assinado pelo devedor, como uma nota promissória: a conta dos nossos pecados, que Cristo cancelou e pregou na cruz. E os “principados e potestades” são os poderes do mal, que ele desarmou e expôs vencidos diante de todos.
Fonte. Antônio Pereira de Figueiredo, A Biblia Sagrada, Londres, 1866: Gl 3,13 na p. 1144 e Cl 2,14-15 na p. 1158; digitalização no Internet Archive (p. 1144 e p. 1158). Ortografia atualizada, as mesmas palavras: “Christo” passa a “Cristo”, “remio” a “remiu”, “elle” a “ele”, “cancellando” a “cancelando”, “contraria” a “contrária”, “abolio” a “aboliu”, “triumfando em publico d’elles” a “triunfando em público deles”.
Uma vitória que já aconteceu. Jesus venceu o “príncipe deste mundo”, e venceu “duma vez para sempre”, ensina o Catecismo, quando se deu livremente à morte por nós (CIC 2853). Quem reza esta oração não entra numa briga de resultado incerto com uma maldição. Pede que a vitória da cruz, que já está ganha, chegue a cada canto da sua história e da sua casa.
Maldição hereditária ou de família existe? O que a Igreja ensina
3 min de leituraMuitas pregações falam em “maldição hereditária”: os pecados dos antepassados, ou palavras ditas contra eles, abririam portas que fazem a família sofrer geração após geração, até que alguém “quebre” a maldição com uma oração especial.
Muitas pregações falam em “maldição hereditária”: os pecados dos antepassados, ou palavras ditas contra eles, abririam portas que fazem a família sofrer geração após geração, até que alguém “quebre” a maldição com uma oração especial. A Igreja Católica não ensina isso. Mas também não diz que o que você vê na sua família é imaginação. Ela explica de outro jeito.
Ninguém herda a culpa de outro. O texto mais citado é o do Êxodo em que Deus diz que pune nos filhos o pecado dos pais, por três e quatro gerações dos que o odeiam, e que a sua misericórdia alcança mil gerações dos que o amam (Ex 20,5-6). Repare: o castigo é para os que continuam a odiar a Deus, como os pais; a misericórdia é muito maior. E os profetas desfizeram a leitura fatalista. No tempo de Ezequiel, o povo repetia um provérbio, que o Padre Figueiredo traduz assim: “Os pais comeram as uvas em agraço, e os dentes dos filhos é que se acham botos” (Ez 18,2). Deus responde que esse provérbio não vai mais correr em Israel (Ez 18,3) e diz: “o filho não carregará com a iniquidade do pai” (Ez 18,20). E quando os discípulos perguntam se um homem nasceu cego pelo pecado dele ou dos pais, Jesus responde que não era castigo de ninguém, mas para que as obras de Deus aparecessem nele (Jo 9,1-3).
O que se herda é outra coisa. O pecado original, que todos recebemos de Adão, “não tem, em qualquer descendente de Adão, carácter de falta pessoal” (CIC 405). No Batismo “todos os pecados são perdoados” (CIC 1263), mas ficam “certas consequências temporais do pecado”: o sofrimento, a doença, a morte, as fraquezas de caráter e a inclinação ao pecado (CIC 1264). E há o que se aprende em casa: a bebida, a violência, o grito, a mentira, a mágoa calada. Isso passa de uma geração a outra pelo exemplo e pelas feridas, não por uma condenação que pesa sobre o sangue. É real, e se combate com a graça: a conversão, a Confissão, o perdão, o cuidado e, às vezes, um tratamento.
Por isso esta oração não “quebra” nada por conta própria. Ela pede a Jesus que corte em você o que se repete: “Pelo Teu precioso Sangue, Senhor, quebra essa corrente em mim.” Quem age é Deus; a nossa parte é renunciar ao mal, perdoar e voltar aos sacramentos. Quem é batizado não está condenado a repetir a história da família nem preso a uma maldição de sangue: o Batismo fez dele “uma nova criatura” (CIC 1265; 2Cor 5,17). E se um dia o mal parecer mais forte, a resposta não é o medo: é a graça, os sacramentos e, nos casos raros e graves, o padre da sua paróquia, que, se for preciso, encaminha ao exorcista da diocese.
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A oração de quebra de maldição, frase por frase
3 min de leituraA oração do alto da página é a mesma que se ouve no app AngelGuard.
A oração do alto da página é a mesma que se ouve no app AngelGuard. Foi escrita para a noite (“esta noite, diante de Ti”), mas pode ser rezada a qualquer hora. Reze devagar e acrescente as suas palavras onde precisar.
“Trago a história do meu pai, da minha mãe…” A oração começa pondo diante de Jesus a família inteira, sem esconder nada: os erros que se repetem, os pecados calados, a dor que nunca sarou. E logo corrige o medo com a Palavra de Deus: o filho não carrega a culpa do pai (Ez 18,20).
“Renovo as promessas do meu Batismo.” É o centro da oração. No Batismo, quem vai ser batizado “renuncia expressamente a Satanás” (CIC 1237), e em cada Vigília Pascal a Igreja renova essas promessas. Quem renuncia a Satanás não conversa com ele: escolhe Cristo, diante de Deus, mais uma vez. Daí vem a renúncia ao ocultismo, já que a adivinhação, a magia e a feitiçaria contradizem a honra que devemos só a Deus (CIC 2116-2117). A oração renuncia ao que é seu, como consultas a videntes e feitiços, e a qualquer consagração feita em seu nome a outro poder, por exemplo quando alguém da família o levou, ainda criança, a um ritual, muitas vezes por amor ou por medo. Ninguém renuncia aqui no lugar de outro, nem julga quem o levou: você diz a Deus, por você mesmo, que não aceita nenhum vínculo feito em seu nome, porque pertence a Cristo desde o Batismo. Se isso aconteceu com você, converse também com um padre.
“Pelo Teu precioso Sangue, Senhor, quebra essa corrente em mim.” O refrão volta cinco vezes, uma para cada corrente: o vício, o medo, o rancor, a mentira da escassez e o abuso. Repare em quem age: não é quem reza que quebra a corrente, é Jesus, a quem se pede. A oração não dá ordem a nenhum espírito. Nem São Miguel Arcanjo, diante do diabo, ousou pronunciar sentença por conta própria: deixou-o ao juízo do Senhor (Jd 9). Por isso pedimos ao arcanjo que nos defenda, como na oração de São Miguel Arcanjo.
“Senhor, eu perdoo os meus pais.” Muitas correntes de família são mágoas. Perdoar não é dizer que o mal não aconteceu. O Catecismo admite que ninguém consegue, por força de vontade, deixar de sentir uma ofensa, mas ensina que o coração entregue ao Espírito Santo “muda a ferida em compaixão e purifica a memória” (CIC 2843). Depois, a oração reza pelos falecidos da família, como a Igreja sempre fez, oferecendo orações e sobretudo a Missa por eles (CIC 1032).
“Onde abundou o pecado, faz superabundar a Tua graça.” São as palavras de São Paulo (Rm 5,20) transformadas em pedido. E a oração termina na promessa do Batismo, “Em Cristo, Senhor, eu sou uma nova criatura”, com 2 Coríntios 5,17 na tradução do Padre Figueiredo: “passou o que era velho: notai que tudo se fez novo”. O último propósito é concreto: “Vou buscar a Tua graça na Confissão e na Eucaristia, e levar a um padre o que ainda me prende.”
Medo de feitiço, praga ou “trabalho”: o que fazer
3 min de leituraNo Brasil, muita gente que procura uma oração de quebra de maldição teme ter sido alvo de alguém: um feitiço, uma praga rogada, um “trabalho”.
No Brasil, muita gente que procura uma oração de quebra de maldição teme ter sido alvo de alguém: um feitiço, uma praga rogada, um “trabalho”. A Igreja leva o mal a sério, mas não alimenta o medo.
O mal tem limite. Satanás é uma criatura, “impotente para impedir a edificação do Reino de Deus” (CIC 395). Nenhuma praga é mais forte do que Deus, e quem vive na graça está nas mãos dele.
Não responda com outra prática. O Catecismo diz que “todas as formas de adivinhação devem ser rejeitadas” (CIC 2116), e com elas a magia, a feitiçaria e os amuletos (CIC 2117). Simpatias para desmanchar um trabalho, banhos de descarrego, pagar alguém para “tirar” o mal: quem recorre a isso quase sempre está aflito e merece compaixão, mas essas práticas só trocam um medo por outro. Tratar uma oração como fórmula que funciona só pelas palavras, sem fé e sem conversão, também é superstição (CIC 2111). E o cristão não pede que o mal “volte” para quem o mandou: Jesus manda dizer bem de quem diz mal de nós (Lc 6,28).
Reze com o Salmo 30. Na numeração da Vulgata, usada pelo Padre Figueiredo e por muitas Bíblias católicas, este é o Salmo 30; nas Bíblias com a numeração hebraica, é o 31. Quem tem medo de um mal feito às escondidas encontra nele as palavras certas: “Tu me tirarás deste laço, que me armaram escondidamente: porque tu és o meu protetor” (v. 5). O verso seguinte é o que Jesus rezou na cruz: “Nas tuas mãos encomendo o meu espírito” (v. 6; Lc 23,46). E o verso 7 mostra de que lado Deus está: “Aborreces aos que observam coisas vãs inutilmente”, isto é, Deus rejeita a confiança nas superstições. Fonte: Figueiredo, p. 568 (digitalização), com a ortografia atualizada.
Esta oração curta põe o medo nas mãos de Deus e pede a bênção dele para quem quis mal a você:
Senhor Jesus, nas Tuas mãos eu entrego a minha vida, a minha casa e a minha família.
Se alguém me quis mal, eu não respondo com o mal:
abençoa essa pessoa e converte o coração dela.
Tira-me de todo laço armado às escondidas
e guarda-me na Tua graça, mais forte do que tudo.
Nossa Senhora, São Miguel Arcanjo, rogai por nós.
Amém.
Se foi você quem procurou essas práticas, volte sem medo: deixe-as, conte tudo na Confissão e recomece a rezar. Se o medo é de um mal mandado contra você, entregue esse medo a Deus todos os dias, vá à Missa e conte tudo ao padre da sua paróquia. Para rezar com a mesma confiança, muitos usam também o Salmo 91 e o Salmo 35 (estes, na numeração hebraica).
Como rezar pela família: os sacramentos e os falecidos
3 min de leituraO que a Igreja oferece contra as correntes de uma família não é um ritual especial: são os meios de sempre, rezados com fé pela família inteira.
O que a Igreja oferece contra as correntes de uma família não é um ritual especial: são os meios de sempre, rezados com fé pela família inteira.
A Confissão. O pecado é a corrente que mais prende. No confessionário, o que pesava sai de cima de você, e o Catecismo diz que depois vêm “a paz e a tranquilidade da consciência” (CIC 1468). Antes de ir, faça com calma o exame de consciência.
A Eucaristia. Quem comunga recebe o próprio Cristo, e o amor que ele reaviva em nós nos afasta do pecado e nos protege das quedas graves (CIC 1395). A Missa de domingo, em família, é o centro de tudo isso.
A Missa pelos falecidos. Se a história da sua família tem mortes violentas, brigas que ninguém resolveu ou parentes que se afastaram de Deus, mande celebrar uma Missa por eles. A Missa é o principal sufrágio que a Igreja oferece pelos mortos (CIC 1032), e é um ato de amor, não um rito para desfazer nada. Os seus mortos não são uma ameaça a temer: já estão diante de Deus (CIC 1022), e o que a Igreja pede é rezar por eles, nunca tentar falar com eles (CIC 2116). Veja também a oração pelos falecidos.
Os sacramentais. Em vez do banho de descarrego, a Igreja dá aos seus filhos a água benta, as bênçãos e o sinal da cruz. Peça ao padre da sua paróquia que venha abençoar a sua casa: entre os sacramentais, o Catecismo põe “em primeiro lugar, as bênçãos”, de pessoas, objetos e lugares (CIC 1671). Não são amuletos nem agem sozinhos: “pela oração da Igreja, preparam para receber a graça” (CIC 1670), e pedem a fé de quem os usa (CIC 2111). Para usá-los em casa, veja a oração de proteção espiritual.
O perdão. Perdoar pais, avós e irmãos é muitas vezes o passo mais difícil. A oração de perdão ajuda a dá-lo.
O terço. Há famílias que se reúnem para rezar o terço da libertação pelo parente que mais sofre. Para entregar a casa inteira a Deus, esta forma curta pode ser rezada toda noite:
Senhor Jesus, eu Te entrego a minha família:
os vivos e os que já partiram, os que estão perto e os que se afastaram.
Onde houve pecado, derrama a Tua misericórdia;
onde houve ferida, a Tua cura;
onde houve medo, a Tua paz.
Que nenhum de nós viva longe de Ti.
Nossa Senhora Aparecida, cobre esta família com o teu manto.
Amém.
Para os pedidos de proteção de cada dia, veja também a oração pela família.
Fechar: Como rezar pela família: os sacramentos e os falecidos
Quando procurar um padre (e quando procurar um médico)
2 min de leituraPara as coisas de todo dia, a oração, a Confissão e a Missa bastam.
Para as coisas de todo dia, a oração, a Confissão e a Missa bastam. Ninguém precisa de licença para pedir a Deus que livre a sua família do mal.
Procure um padre se você participou de práticas ocultas, se foi consagrado a outro culto, se fez juras ou pactos de que se arrepende, ou se o medo não sai da sua cabeça. Ele sabe ouvir, aconselhar e, se for o caso, encaminhar ao exorcista da diocese. O exorcismo solene só um padre pode fazer, e com licença do bispo (CIC 1673): não é coisa para leigos nem para “sessões de quebra de maldição”. Desconfie de quem cobra por libertação, de quem vê demônio em cada problema e de quem diz que a sua família está amaldiçoada.
Procure também um médico se há insônia, pânico, tristeza profunda, vozes ou pensamentos que não param. Antes de qualquer exorcismo, a própria Igreja manda descartar uma doença (CIC 1673). Cuidar da saúde não é falta de fé. E muitos males que parecem de família, como o alcoolismo, a depressão e a violência, também têm tratamento.
Para pedir a Deus que livre você e os seus de todo mal, reze também a oração de libertação, que explica a diferença entre libertação e exorcismo. E, para começar cada dia firme em Cristo, vista a armadura de Deus.
Perguntas
Existe oração de quebra de maldição católica?
Existe, desde que seja um pedido a Deus e não uma fórmula. Uma oração católica não decreta nada nem dá ordens a espíritos: pede a Jesus, que se fez maldição por nós na cruz (Gl 3,13), que livre a pessoa e a família do mal, renova as promessas do Batismo e perdoa. A oração do alto desta página é assim, e você também pode ouvi-la no app AngelGuard.
O que fazer para quebrar a maldição hereditária?
Para a Igreja, os filhos não herdam a culpa dos pais (Ez 18,20), e o Batismo perdoa todo pecado (CIC 1263). O que passa de geração em geração são feridas, exemplos e fraquezas. O caminho é o de todo cristão: renovar as promessas do Batismo, renunciar ao ocultismo, perdoar os antepassados, rezar e mandar celebrar Missas por eles, confessar-se e comungar. Se alguém da casa mexeu com magia ou espiritismo, leve isso a um padre.
Onde fala na Bíblia sobre maldição hereditária?
O texto mais citado é Êxodo 20,5-6 (repetido em Deuteronômio 5,9-10), onde três ou quatro gerações de castigo contrastam com mil gerações de misericórdia. Jeremias (Jr 31,29-30) e Ezequiel (Ez 18) rejeitam o provérbio de que os filhos pagam pelos pais, e Jesus nega que o cego de nascença fosse castigado pelo pecado dos pais (Jo 9,1-3). São Paulo diz que Cristo se fez maldição por nós (Gl 3,13).
Qual é o salmo da quebra de maldição?
Nenhum salmo funciona como fórmula para “quebrar maldição”: os salmos são orações de confiança, e rezá-los como contrafeitiço seria superstição (CIC 2111). E “o Salmo 30” muda conforme a Bíblia. Nas Bíblias evangélicas e nas católicas com a numeração hebraica, é o salmo de ação de graças de quem viu Deus converter “o meu pranto em gozo” (assim traduz o Padre Figueiredo, no Salmo 29,12 da sua numeração). Na numeração da Vulgata, usada pelo Padre Figueiredo e pela Bíblia Ave-Maria, o Salmo 30 é o que pede a Deus que nos tire do laço armado às escondidas (o 31 na numeração hebraica). Os dois ajudam a pôr o medo nas mãos de Deus, e muitos rezam também o Salmo 91 e o Salmo 35.
Existe oração para desfazer feitiço ou “trabalho”?
A oração cristã não desmancha um feitiço como quem faz outro: põe a vida nas mãos de Deus, diante de quem o mal não tem a última palavra (CIC 395). Se você mesmo procurou magia ou adivinhação, confesse-se. Se tem medo de algo feito contra você, não procure outra prática nem peça que o mal volte para quem o mandou: reze, vá à Missa, abençoe quem lhe quer mal e converse com o padre da sua paróquia.
Posso pedir a ajuda de São Miguel Arcanjo?
Pode, e é um bom costume. Na oração de São Miguel Arcanjo, pedimos que ele nos defenda no combate e que Deus manifeste o seu poder sobre o demônio: quem manda é Deus, e o arcanjo é o nosso defensor. Muitos rezam a oração de quebra de maldição e, em seguida, a oração de São Miguel, sobretudo à noite.
Qual é a oração para libertação do mal?
A primeira é a que Jesus ensinou: o Pai-Nosso, que termina pedindo “livrai-nos do mal”. Quem quer rezar mais pode usar a oração de libertação, que pede a Jesus que nos livre de todo mal e, no fim, invoca Nossa Senhora, São Miguel Arcanjo e o anjo da guarda. A oração de quebra de maldição põe esse mesmo pedido sobre a história de uma família.
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